Celebrado em 4 de março, o Dia Mundial da Obesidade chama atenção para o crescimento de uma doença crônica que já afeta grande parte da população. No Brasil, mais de 60% das pessoas apresentam pelo menos sobrepeso, e quase 30% já têm obesidade, segundo dados citados pelo médico endocrinologista Mateus Esquetini.
A obesidade é considerada uma doença complexa e de difícil tratamento, além de estar associada a diversas outras condições de saúde. Por isso, especialistas reforçam que a prevenção, o diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento adequado são fundamentais para melhorar a qualidade de vida.
Alerta precoce
Segundo o endocrinologista, o cuidado precisa começar ainda na infância. O acompanhamento do peso e do índice de massa corporal durante consultas pediátricas pode ajudar a identificar alterações precocemente e permitir intervenções na alimentação e no estilo de vida.
Estímulo à prática de atividade física e hábitos alimentares saudáveis desde cedo são considerados essenciais para evitar que crianças com excesso de peso se tornem adultos com obesidade. Após o aumento das células de gordura no organismo, o processo de perda de peso tende a se tornar mais difícil.
Estilo de vida
O sedentarismo também tem papel importante no avanço da doença. O aumento do tempo em frente a telas, como celulares, tablets e videogames, tem contribuído para a redução da atividade física entre crianças e adultos.
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Além do peso, a prática regular de exercícios ajuda na prevenção de diversas doenças, incluindo problemas cardiovasculares, alguns tipos de câncer e condições ortopédicas.
Tratamento
Entre as opções de tratamento estão mudanças no estilo de vida, medicamentos e, em alguns casos, cirurgia bariátrica. O procedimento é indicado principalmente para adultos com índice de massa corporal elevado e doenças associadas à obesidade.
O especialista também alertou para o uso das chamadas “canetas emagrecedoras”, que ganharam popularidade nos últimos anos. Segundo ele, os medicamentos podem trazer bons resultados, mas devem ser utilizados apenas com acompanhamento médico e com prescrição adequada, para evitar riscos à saúde.



