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Mais de 60 medicamentos continuam em falta nas unidades de saúde

Prefeitura de Ribeirão Preto alega que dívida e fama de má pagadora impedem renegociação e novas compras
Falta de medicamentos
Prefeitura de Ribeirão Preto alega que dívida e fama de má pagadora impedem renegociação e novas compras

Prefeitura de Ribeirão Preto alega que dívida e fama de má pagadora impedem renegociação e novas compras

A falta de medicamentos na rede pública de saúde de Ribeirão Preto é reflexo de uma dívida de mais de R$ 4 milhões da prefeitura com distribuidoras. A situação afeta o acesso a mais de 60 tipos de remédios, incluindo vitaminas do complexo B e antidepressivos como a sertralina.

Dívida e falta de credibilidade

Assim como acontece com pessoas que enfrentam dificuldades para conseguir crédito após problemas financeiros, a prefeitura também sofre com a falta de confiança dos fornecedores. Os atrasos recorrentes em pagamentos no ano passado dificultam a recomposição do fornecimento, mesmo com o compromisso da atual gestão em pagar as novas compras em dia. Matheus Deubon, especialista em administração pública, afirma que essa situação é comum em diversas cidades brasileiras e que a baixa credibilidade do poder público agrava o problema. A solução passa por negociar os passivos e demonstrar a real intenção de pagamento.

Consequências para a população

A falta de medicamentos impacta diretamente a população. A chefe da divisão de farmácia, Lúcia Helena, explica que, embora alguns remédios possam ser obtidos por meio de outros programas, a demanda não é suprida. A ausência de sertralina, por exemplo, deixa muitos pacientes sem acesso ao tratamento adequado. A falta de medicamentos gera a necessidade de alternativas, como o uso de outros antidepressivos da mesma classe terapêutica, o que exige avaliação médica individualizada e nem sempre é possível. A Secretaria de Saúde estima resolver o problema em 70 dias, com uma compra emergencial em análise.

Propostas e perspectivas

Para solucionar a crise, a prefeitura propõe um parcelamento da dívida aos fornecedores, com desconto para pagamento à vista. A expectativa é que, com o pagamento da primeira parcela, as distribuidoras retomem o fornecimento. Até o momento, apenas cinco distribuidoras assinaram o termo. A prefeitura desembolsou R$ 732 mil neste mês e garante o pagamento dos medicamentos adquiridos na atual gestão. Embora as medidas estejam em andamento, a normalização do fornecimento depende da retomada da confiança e do efetivo pagamento da dívida.

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