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Mais de 81% dos responsáveis por feminicídios são companheiros ou ex-companheiros das vítimas

Em menos de 10 dias, duas mulheres foram assassinadas na região por ex-namorados; advogada Deíse Maito analisa os crimes
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Em menos de 10 dias, duas mulheres foram assassinadas na região por ex-namorados; advogada Deíse Maito analisa os crimes

Em menos de 10 dias, duas mulheres foram assassinadas na região por ex-namorados; advogada Deíse Maito analisa os crimes

Dois casos recentes de feminicídio na região de Ribeirão Preto acendem o alerta para a violência contra a mulher.

Primeiro caso: Franca

Em Franca, Laísa Cristina de Souza, 35 anos, foi morta a tiros na porta de sua casa no Jardim Brasilândia. O principal suspeito é seu companheiro, Leandro Antônio da Silva, 36 anos, que ainda não foi encontrado pela polícia. Laísa deixa três filhos.

Segundo caso: Ribeirão Preto

Em Ribeirão Preto, no dia 5 de novembro, outra mulher foi morta a tiros pelo marido na Vila Tibério. O casal estava separado há uma semana, e o homem não aceitava o fim do relacionamento. Ele também atirou no filho de três anos antes de tirar a própria vida. A criança sobreviveu e está sob os cuidados da avó.

Números alarmantes e a importância da denúncia

De janeiro a maio de 2023, foram registrados 64 feminicídios em São Paulo, além de 21.170 lesões corporais dolosas contra mulheres. Embora haja uma leve redução em comparação com o mesmo período de 2022, os números permanecem altos. Deiz Camargo Maito, pesquisadora e advogada da Comissão de Defesa da Mulher da OAB de Ribeirão Preto, destaca que o perfil do agressor geralmente é o companheiro ou ex-companheiro da vítima, e que o feminicídio é o resultado extremo de um ciclo de violência que inclui ameaças e outras agressões. A especialista enfatiza a importância das denúncias, não apenas pelas vítimas, mas também por familiares, amigos e a sociedade como um todo, para que as mulheres em situação de risco possam receber apoio e sair dessas relações violentas. As denúncias podem ser feitas pelo 181 ou diretamente à polícia e à justiça.

A repetição de casos trágicos como esses reforça a necessidade urgente de combate à violência contra a mulher, exigindo ações efetivas de prevenção e punição dos agressores, além de um amplo apoio às vítimas e seus familiares.

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