Estudantes do campus de Ribeirão Preto protestaram contra os cortes na educação promovidos pelo Governo Federal
Pesquisadores da USP de Ribeirão Preto e da Unesp de Jaboticabal realizaram protestos devido à falta de pagamento de bolsas de pesquisa do CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).
Impacto do corte de verbas
O Ministério da Educação (MEC) enfrenta falta de verba, afetando o pagamento de mais de 200 mil bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado. Mais de 6 mil alunos de pós-graduação da USP em todo o estado foram afetados. As bolsas federais mensais variam de R$ 1.500 (mestrado) a R$ 2.200 (doutorado). A USP, para minimizar os danos, garantiu acesso gratuito a restaurantes universitários e estuda um auxílio emergencial temporário, que custaria cerca de R$ 12 milhões mensais.
Situação dos pesquisadores
Para muitos bolsistas, a bolsa é a única renda. O corte afeta diretamente suas vidas, comprometendo o pagamento de aluguel, alimentação e outras necessidades básicas. Pesquisadores relatam a dificuldade em conciliar a pesquisa com outros trabalhos, devido às restrições contratuais das bolsas. A falta de investimento em ciência e tecnologia é criticada, especialmente considerando a experiência durante a pandemia de Covid-19, onde a importância da pesquisa científica ficou evidente.
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Manifestações e próximos passos
Estudantes realizaram protestos em ambos os campi, com cartazes e manifestações na portaria das faculdades. Em Jaboticabal, houve bloqueio temporário da entrada da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias. Um ministro do Supremo Tribunal Federal deu prazo de 72 horas para o governo federal prestar informações sobre o decreto que congelou os recursos. A expectativa é que a situação seja resolvida, garantindo a continuidade das pesquisas e a subsistência dos bolsistas.



