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Mais dois advogados são indiciados após investigações da Operação Têmis

Dupla foi ouvida por cerca de duas horas nesta quinta-feira pela Polícia Civil na Dise de Ribeirão Preto
Operação Têmis
Dupla foi ouvida por cerca de duas horas nesta quinta-feira pela Polícia Civil na Dise de Ribeirão Preto

Dupla foi ouvida por cerca de duas horas nesta quinta-feira pela Polícia Civil na Dise de Ribeirão Preto

Advogados Indiciados em Operação Temis

Prisões e Indiciamentos

A Operação Temis, deflagrada em conjunto pelo Ministério Público, Polícia Civil e Gaeco na quinta-feira passada, resultou na prisão de sete pessoas, incluindo os advogados Thales, Vilela, Starlin e Douglas Martins, que trabalhavam em um dos escritórios investigados. Após mais de duas horas de depoimento, eles foram indiciados pelos crimes de organização criminosa, estelionato, falsidade ideológica, fraude processual e violação de sigilo bancário. Embora a prisão preventiva já tivesse sido solicitada para todos os envolvidos no primeiro dia da operação, o juiz entendeu que a suspensão do exercício da advocacia seria suficiente para os advogados Thales, Vilela, Starlin e Douglas Martins.

Esquema de Fraudes Judiciais

A investigação, iniciada em 2013, revelou um esquema de fraudes judiciais que causou um prejuízo estimado em 100 milhões de reais. O grupo utilizava processos de perdas dos planos econômicos com dados de pessoas que desconheciam o uso de seus nomes. Além disso, há suspeitas de enganar indivíduos que buscavam limpar seus nomes em serviços de crédito, fazendo-os assinar documentos sem o conhecimento do conteúdo. No Fórum de Ribeirão Preto, o grupo tinha mais de 53 mil ações sob sua responsabilidade.

Investigações em Andamento

Atualmente, os escritórios envolvidos na investigação estão com as atividades suspensas, e a possibilidade de identificação de outros envolvidos permanece. A polícia apreendeu telefones e computadores, que foram enviados para perícia no Instituto de Criminalística. Paralelamente, a investigação sobre o envolvimento do vereador Isaac Antunes na associação investigada foi encaminhada à Justiça Eleitoral. O vereador, em nota, negou qualquer vínculo com o escritório de advocacia investigado e afirmou que continuará com seu trabalho de fiscalização na cidade. A Justiça bloqueou bens dos suspeitos, totalizando 25 milhões de reais, e suspendeu as 53 mil ações em andamento no Fórum de Ribeirão Preto. As investigações continuam em andamento.

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