Caso Joaquim conta com quatro mulheres e três homens entre os jurados; dois deles são estudantes
O quinto dia do julgamento de Natalia Ponte e Guilherme Longo, acusados pela morte de Joaquim em 2013, foi marcado pela expectativa pelos interrogatórios dos réus, após o término dos depoimentos das testemunhas. Para analisar o andamento do processo, conversamos com o professor de direito penal da USP de Ribeirão Preto, Dr. Daniel Pacheco.
Perfil dos Jurados e suas Implicações
O Dr. Pacheco destaca a importância do perfil dos jurados – quatro mulheres e três homens, incluindo estudantes, uma governanta e um empresário – para o desenrolar do julgamento. A presença de quatro mulheres pode favorecer a defesa de Natalia, considerando a possível empatia com a ré e a condição de mães. A idade dos jurados também influencia, com jovens tendendo a serem mais liberais e idosos mais rigorosos. A presença de estudantes, possivelmente jovens, representa um fator favorável à defesa.
Interrogatórios dos Réus: Tempo e Procedimentos
O interrogatório dos réus não possui limite de tempo, podendo variar de um breve silêncio a um extenso debate. O processo inicia com perguntas do juiz, seguido pelos advogados de defesa e, excepcionalmente, pelos jurados. A complexidade do caso sugere que o interrogatório pode se estender por horas, possivelmente atravessando a noite.
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Os Debates Finais: Rito e Importância
Os debates finais, entre acusação e defesa, seguem um rito específico: a acusação (promotor e assistente de acusação) apresenta seus argumentos, seguida pela defesa. A acusação tem direito a uma réplica, embora não seja obrigatória. Essa fase é considerada a mais importante e decisiva do julgamento.
Com a análise do Dr. Pacheco, acompanhamos os desdobramentos deste caso, aguardando os próximos passos do julgamento e a análise dos jurados sobre as informações apresentadas.



