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Mais que diversão: a música como forma de protesto e resistência política

Ozório Christovam destaca canções que desempenharam papéis fundamentais na luta por direitos no Brasil e no mundo; confira!
Música de protesto
Ozório Christovam destaca canções que desempenharam papéis fundamentais na luta por direitos no Brasil e no mundo; confira!

Ozório Christovam destaca canções que desempenharam papéis fundamentais na luta por direitos no Brasil e no mundo; confira!

Música e política: uma relação histórica. Este artigo explora a influência da política na música, focando em canções de protesto brasileiras da ditadura militar e exemplos internacionais.

Música de Protesto na Ditadura Militar Brasileira

O período da ditadura militar brasileira (1964-1985) gerou um rico repertório de músicas de protesto. Artistas como Geraldo Vandré, com sua icônica “Pra não dizer que não falei das flores”, expressaram críticas contundentes ao regime. A música, inicialmente vetada, tornou-se um símbolo de resistência. Outros exemplos incluem “Alegria, Alegria” de Caetano Veloso, que, apesar de não ser explicitamente política, representava uma ousadia artística em contraste com a repressão da época. Os festivais da canção, palco de muitas dessas canções, se tornaram também arenas de tensão política, como demonstra o caso da recepção da música de Vandré.

Estratégias de Resistência Artística

Artistas utilizaram diversas estratégias para burlar a censura. A música “Cálice”, de Chico Buarque e Gilberto Gil, é um exemplo notável. Inicialmente censurada, a dupla a interpretou murmurando a letra, criando um ato de resistência simbólica. A utilização de metáforas e trocadilhos, como em “Cálice”, permitia que mensagens subversivas fossem transmitidas mesmo sob a vigilância da censura. A escolha de gêneros musicais, como a marcha, um gênero militar, para compor canções de protesto, também demonstra uma estratégia irônica e subversiva.

Protesto Musical Além do Brasil

A música de protesto não se limita às fronteiras brasileiras. “Sunday Bloody Sunday”, do U2, aborda o massacre de Derry, na Irlanda do Norte, em 1972, enquanto “The Message”, do Grandmaster Flash and the Furious Five, retrata as dificuldades da comunidade negra nos Estados Unidos. Essas músicas, assim como muitas outras em todo o mundo, demonstram o poder da música como ferramenta de denúncia e mobilização social.

A música, portanto, se mostrou um veículo poderoso de expressão política, servindo como ferramenta de resistência, denúncia e mobilização social em diferentes contextos históricos e geográficos. A análise de canções de protesto revela estratégias criativas de luta contra a opressão e a censura, deixando um legado importante para a história e a cultura.

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