Durante os dias 25 a 27/12 e 31 a 03/01, apenas serviços essenciais poderão funcionar em todo estado de São Paulo
Novas medidas restritivas para conter o avanço do novo coronavírus em São Paulo foram anunciadas pelo governo paulista na tarde de ontem, gerando preocupação entre comerciantes e empresários.
Restrições para o Natal e Ano Novo
O comitê de Saúde determinou que apenas serviços essenciais poderão funcionar entre os dias 25 e 27 de dezembro e 1º e 3 de janeiro. Bares e restaurantes, que se preparavam para a alta demanda do fim de ano, terão de fechar as portas. A secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Helen, justificou a medida pela necessidade de evitar aglomerações e festas, principais vetores de transmissão do vírus.
Impacto nos negócios e contratações
A decisão pegou muitos empresários de surpresa, especialmente donos de restaurantes, que já haviam feito investimentos em estoque para atender à demanda do período festivo. A medida também afeta as contratações de funcionários temporários, prejudicando ainda mais o setor, que já vinha sofrendo com as restrições impostas pela pandemia. O presidente do sindicato dos hotéis, bares e restaurantes de Ribeirão Preto, Carlos Frederico Marques, expressou sua preocupação com o impacto negativo no setor, prevendo uma nova queda nas atividades.
Preocupações e diferentes perspectivas
Em Ribeirão Preto, o prefeito Duarte Nogueira declarou respeitar a decisão do governo estadual, mas questionou sua eficácia, alegando que restrições severas com menos de 15 dias de duração não surtem o efeito desejado. Ele destacou a necessidade de considerar a densidade populacional na avaliação da eficácia das medidas de isolamento. A discordância, porém, não altera a obrigatoriedade de cumprir as determinações estaduais, em conformidade com decisão do Supremo Tribunal Federal. Uma nova atualização do Plano São Paulo está prevista para 7 de janeiro, com a possibilidade de Ribeirão Preto retornar à fase vermelha, dependendo da evolução da pandemia.



