Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Sandra Lambert
Mais um capítulo se desenrola no caso do atropelamento que chocou Ribeirão Preto em 20 de junho. Pabline Lalussi, de 21 anos, uma das doze vítimas atingidas por Alexandre Oichissato de Azevedo durante uma manifestação na zona sul da cidade, formalizou um pedido de indenização. O incidente resultou em onze feridos e a morte de Marcos Delefrate, de 18 anos.
O Pedido de Indenização e os Motivos da Ação
Pabline explica que a busca por justiça a motivou a entrar com o pedido de indenização, cujo valor estimado é de R$ 68 mil, embora a informação ainda não tenha sido confirmada por seu advogado. Ela enfatiza a importância de responsabilizar o autor do atropelamento.
Traumas Físicos e Psicológicos
Além do pedido financeiro, Pabline detalha as sequelas físicas e emocionais que enfrenta desde o dia do atropelamento. Cicatrizes pelo corpo, um corte profundo na cabeça que exigiu oito pontos e, principalmente, o trauma psicológico, a assombram. O medo constante de ser atropelada e a apreensão em relação ao réu a impediram de buscar seus direitos anteriormente. Ela teme represálias e se sente vulnerável, especialmente quando está sozinha.
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A Rotina Após o Acidente
A vida de Pabline mudou drasticamente após o incidente. A dor física a impedia de realizar tarefas básicas, tornando-a dependente de sua mãe. Ela precisou se afastar do trabalho, onde atua na área de contabilidade, e dos estudos, também em contabilidade. Mesmo tendo recebido alta hospitalar após um dia, as sequelas persistem até hoje. Pabline aguarda, com paciência, a resolução do caso, ciente de que a justiça requer tempo e cautela.
O advogado de Alexandre, José Ricardo Guimarães Filho, alega não ter sido notificado sobre a nova ação, mencionando apenas o caso da vítima que sofreu fratura na perna. Ele aguarda o julgamento do habeas corpus e solicitou a revogação da prisão preventiva de seu cliente. O processo retornou à delegacia para diligências solicitadas pelo promotor, que busca ouvir os policiais envolvidos. Segundo informações, Alexandre tem recebido acompanhamento psiquiátrico no Centro de Detenção Provisória de Ribeirão Preto, onde está detido.
Vale ressaltar que Pabline compartilha o mesmo advogado de Nicole Fróis da Silva, de 19 anos, que também moveu uma ação contra Alexandre. A justiça determinou o pagamento de R$ 400 mensais a Nicole durante um ano, a título de liminar. O advogado de Alexandre a aconselhou a não recorrer da decisão e a cumprir o pagamento.
Preso desde 18 de julho, Alexandre foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio doloso duplamente qualificado e por quatro tentativas de homicídio, também duplamente qualificadas.
A busca por justiça e a superação dos traumas são os principais desafios enfrentados por Pabline e pelas demais vítimas deste trágico evento.



