Metropolitana alegou na Justiça que só atrasou o cronograma por conta de uma galeria que não constava no projeto da Prefeitura
A revitalização da Avenida Nove de Julho, em Ribeirão Preto, enfrenta mais um impasse judicial. Após a Prefeitura cancelar o contrato com a construtora Metropolitana, alegando atrasos e apenas 8% da obra concluída em um prazo que já havia expirado, a justiça concedeu uma liminar que permite a empresa retomar as obras.
Obras Paralisadas e Decisão Judicial
A construtora Metropolitana alegou em seu mandado de segurança ter encontrado uma galeria de pedras não prevista no projeto original, o que justificaria o atraso. Apresentou um laudo técnico comprovando a existência dessa galeria. A justiça, em decisão preliminar, aceitou os argumentos da construtora, permitindo a retomada dos trabalhos. A Prefeitura, por sua vez, afirma não ter sido notificada oficialmente sobre a decisão e que tomará as medidas cabíveis após a notificação.
Preocupações de Comerciantes e Impacto Econômico
O impasse afeta diretamente os comerciantes da região. Representantes do comitê de acompanhamento das obras expressaram preocupação com a judicialização do processo e os possíveis atrasos adicionais. O principal sentimento entre os comerciantes é a apreensão com o futuro de seus negócios, uma vez que as obras impactam diretamente o fluxo de clientes e o acesso às lojas. A Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (ACIRP) também se manifestou, esperando que a situação seja resolvida rapidamente para evitar mais prejuízos e retomar o cronograma inicial.
Próximos Passos e Incertezas
Resta saber se a Prefeitura recorrerá da decisão judicial. A possibilidade de a Metropolitana retomar as obras, mesmo com o contrato rescindido e multa aplicada (superior a R$ 2 milhões), gera incertezas sobre o futuro da licitação. A demora na resolução do imbróglio jurídico preocupa comerciantes, moradores e frequentadores da região, que anseiam pelo retorno da pujança da Avenida Nove de Julho.



