Quem traz os detalhes sobre estes cuidados é o especialista em bem-estar animal Gelson Genaro, no ‘CBN Pet News’
As variações de temperatura nas últimas semanas — madrugadas e manhãs mais frias seguidas por tardes quentes — têm deixado tutores em alerta sobre os riscos para cães e gatos. Especialistas orientam preparo antecipado: uma nova onda de frio é esperada para o final de maio e junho, e o impacto dessa alternância térmica na saúde animal merece atenção.
Como as mudanças de temperatura afetam cães e gatos
Segundo o veterinário Dr. Gelsson, as reações dos animais ao frio variam conforme raça, pelagem e idade. Espécies originárias de climas frios, como malamutes e são-bernardos, têm maior tolerância, enquanto cães de pelo curto e animais idosos são mais vulneráveis. Gatos também sentem frio, mas costumam se adaptar por meio da higiene e busca de locais quentes.
Além da queda de temperatura, a baixa umidade torna o ar mais agressivo para o sistema respiratório, aumentando o risco de doenças. Por isso, respeito ao calendário vacinal e vigilância a sinais de desconforto respiratório são recomendados.
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Cuidados práticos para tutores
Algumas medidas simples ajudam a proteger os pets durante as transições térmicas: oferecer um local de dormir elevado para evitar contato direto com o solo, colocar uma manta adequada e, quando indicado, usar roupinhas para aquecer durante a noite. As roupas devem ser usadas de forma gradual e não o tempo todo. No caso dos gatos, caixas elevadas e abrigadas costumam ser mais eficazes do que roupas, já que eles se lambem com frequência.
Luvas e proteções para as patas podem atrapalhar a mobilidade e a comunicação do animal e só devem ser usadas se o pet estiver acostumado. Em apartamentos altos, umidificadores ajudam a manter o ar menos agressivo; em todos os casos, manter água fresca disponível e revisar a caderneta de vacinação com o veterinário são medidas importantes.
Transporte aéreo e estresse: um caso recente
O debate ganhou novo contorno após a repercussão da morte de um golden retriever que, segundo relatos, foi despachado para destino errado durante um voo. As causas ainda não estão esclarecidas, mas especialistas lembram que o transporte e o ambiente desconhecido podem provocar estresse intenso e agravar problemas de saúde preexistentes.
Mudanças nas regras de transporte já permitem que animais de pequeno porte viajem na cabine com seus tutores em algumas rotas, e até relatos de animais em primeira classe têm sido noticiados. Ainda assim, Dr. Gelsson alerta que tratar os pets como seres com necessidades específicas é essencial para evitar episódios traumáticos.
Com a previsão de oscilações climáticas nos próximos meses, a recomendação é que tutores se antecipem: adaptem o ambiente, observem comportamento e respiração dos animais, e consultem o veterinário de confiança para ajustar vacinação e cuidados.