Cerca de 30 pessoas protestaram em frente a universidade onde a ‘pílula do câncer’ foi desenvolvida
Um protesto em prol da liberação da fosfoetanolamina sintética, popularmente conhecida como “pílula do câncer”, reuniu cerca de 30 pessoas em frente ao Hospital Carlos, marcando um dos atos de uma manifestação nacional que se estendeu por 23 cidades em 16 estados.
O Ato em Detalhe
Munidos de cartazes, faixas e balões nas cores azul e branco, alusivas à cápsula, os manifestantes enfrentaram o clima adverso e se concentraram por volta das 14h na entrada da universidade, resultando na interdição do trânsito. Pacientes, familiares e apoiadores da substância utilizaram um carro de som para amplificar seu apelo ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Contexto da Decisão do STF
Os manifestantes relembraram a decisão do STF que suspendeu a lei, sancionada no mês anterior pela então presidente afastada Dilma Rousseff, que autorizaria o uso do composto antes da finalização dos testes clínicos. A decisão, ainda de caráter temporário, aguarda o julgamento definitivo da ação e atende a um pedido da Associação Médica Brasileira (AMB).
Leia também
- Acidente e turismo em são carlos: São Carlos pedirá ao Estado reconhecimento como Município de Interesse Turístico
- Agressão em restaurante são carlos: Cliente é agredido após reclamar de demora no atendimento em restaurante de São Carlos
- Obras das ruas São José e Marcondes Salgado aguardam ajustes finais para liberação
Impacto na Produção e Acesso
Mesmo antes da decisão, pacientes já enfrentavam dificuldades no acesso à substância. Em 1º de abril, o Instituto de Química de São Carlos, onde o composto era produzido, teve seu laboratório fechado. Atualmente, a fabricação se restringe a um laboratório em Cravinhos, destinado exclusivamente aos testes clínicos conduzidos pelo governo do estado de São Paulo.
A mobilização demonstra a persistência da demanda pela reconsideração das restrições impostas à substância, refletindo a esperança de pacientes e familiares.



