Vinícius Barros conversou com a CBN Ribeirão
Manifestantes continuam acampados na Praça Barão do Rio Branco em protesto contra o aumento da tarifa de ônibus. O movimento Passe Livre, Que queda de preço da tarifa do transporte é insuficiente, representado por Vinícius Barros, afirma que a redução proposta pela prefeitura, de R$ 2,80 para R$ 2,75, não atende à reivindicação oficial do grupo, que é a revogação completa do aumento, retornando a tarifa para R$ 2,60.
Segundo Vinícius Barros, a diminuição anunciada pela prefeita está condicionada à isenção de impostos para as empresas de transporte. Para o movimento, essa medida prejudica o município ao proteger o lucro das empresas, enquanto a população continua arcando com a maior parte dos custos do sistema de transporte público.
Os manifestantes permanecem acampados em frente à prefeitura e realizam assembleias populares para discutir questões relacionadas ao transporte público e outros temas da cidade. Uma assembleia está prevista para as 17 horas.
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Proposta da prefeitura e reação do movimento
A prefeitura apresentou uma proposta para que o movimento Passe Livre participe do Conselho Municipal de Transporte, órgão responsável por discutir e deliberar sobre políticas de mobilidade urbana. A administração solicitou urgência na entrega de uma lista com sugestões de representantes para o conselho, com prazo até o dia seguinte.
Vinícius Barros destacou que o grupo considera importante a participação da sociedade civil no conselho, mas defende que o processo não deve ser apressado. Ele afirmou:
“É necessário realizar uma avaliação cuidadosa do cenário político e das entidades que deverão compor o conselho para garantir uma análise correta.”
Por isso, o movimento não pretende respeitar o prazo estabelecido pela prefeitura para o envio das sugestões, priorizando um estudo mais aprofundado antes de tomar uma decisão.
Contexto da tarifa de ônibus: O movimento Passe Livre reivindica a revogação total do aumento da tarifa de ônibus, que foi reajustada em 30 centavos, passando de R$ 2,50 para R$ 2,80. A proposta da prefeitura de reduzir o valor para R$ 2,75 depende da aprovação dos vereadores e está vinculada à isenção de impostos para as empresas de transporte.
De acordo com o movimento, a tarifa ideal seria o retorno ao valor anterior de R$ 2,60, valor praticado antes do aumento recente. A diferença entre a proposta da prefeitura e a reivindicação do grupo tem gerado impasse nas negociações.
Atividades dos manifestantes: Além do acampamento na Praça Barão do Rio Branco, os manifestantes realizam assembleias populares para debater não só o tema da tarifa de ônibus, mas também outras questões relacionadas à mobilidade urbana e à gestão pública da cidade. Essas reuniões buscam envolver a população e ampliar o diálogo sobre políticas públicas.
Entenda melhor
O movimento Passe Livre surgiu como uma resposta ao aumento da tarifa de ônibus, que passou de R$ 2,50 para R$ 2,80. A proposta da prefeitura de reduzir o valor para R$ 2,75 está condicionada à isenção de impostos para as empresas de transporte, o que tem sido criticado pelos manifestantes. O grupo defende a revogação total do aumento e o retorno ao valor anterior de R$ 2,60, argumentando que a medida beneficia as empresas em detrimento da população.



