Rafael Inácio conversou com a reportagem da CBN Ribeirão
Na noite de terça-feira, Manifestantes organizam protesto em Ribeirão Preto nesta quinta, cerca de 400 manifestantes, em sua maioria jovens, se reuniram na esplanada do Teatro Pedro II, em Ribeirão Preto, para definir as diretrizes do protesto programado para a noite de quinta-feira na cidade. A reunião, que durou mais de três horas, foi acompanhada pela Polícia Militar, que confirmou o número de participantes.
Principais reivindicações do protesto: Durante o encontro, Manifestantes organizam protesto em Ribeirão Preto nesta quinta, os manifestantes elaboraram uma lista de reivindicações centradas principalmente no transporte público. Rafael Inácio, um dos participantes, destacou que o principal motivo do movimento é a qualidade e o preço do transporte público, especialmente após o aumento da tarifa em janeiro.
“Vai acontecer um ato para o transporte público melhor contra a tarifa, principalmente esta que aumentou desde janeiro, e a gente não quer que ocorra o aumento. Então é basicamente isso. A gente vai sair do Teatro Pedro II, vai pegar a General Osório até a prefeitura, subir a Cerqueira César e depois a Lafayette até a Independência. Na Independência a gente vai parar com a 9 de Julho e Presidente Vargas.”
Outro participante, Estevan Campos, ressaltou a necessidade de reduzir a tarifa, realizar auditoria nas planilhas de custo das empresas de ônibus e garantir a participação da população no Conselho Municipal de Transporte para maior transparência sobre os valores cobrados. Segundo ele, a tarifa atual de R$ 2,90 está acima do valor corrigido pela inflação desde 1997, que seria R$ 1,85.
“A gente até fez um cálculo que não é muito exato, mas comparando com a inflação, pegando a tarifa de 97, corrigindo pela inflação, hoje seria 1,85. E ela está 2,90. O que justifica essa diferença?”
Além das questões relacionadas ao transporte público, outros temas foram levantados pelos participantes. A estudante Tia M. Eracaua mencionou que o movimento também discute reformas políticas, educação e saúde, áreas que preocupam a população local.
O estudante Vinicius Ariel destacou a importância de abordar temas de abrangência nacional, como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37, questões relacionadas à homossexualidade e o combate à corrupção.
“É a PEC 37, que está sendo votada agora, que é ridícula. A questão da homossexualidade que é colocada em questão e acabou de ser votado a possibilidade de você ter um psicólogo para curar essa pessoa. Então, outra coisa é a corrupção. Isso daí não é só o presidente falar da corrupção, é conseguir fazer.”
Organização e regras do protesto: Durante a reunião, o grupo decidiu desvincular o protesto de partidos políticos. A proibição de bandeiras partidárias foi uma das normas definidas para evitar a capitalização do movimento, conforme explicou o manifestante Fábio Sardinha.
“É uma discussão acirrada, porque eu acredito pessoalmente que é legítimo a apresentação de várias bandeiras com questão da democracia, mas nesse momento a plenária decidiu que não era oportuno, não era o melhor momento, se tivesse bandeiras partidárias para não capitalizar o movimento. Eu acho também injusto e legítimo, então nesse momento, na manifestação, não vai ter nenhuma bandeira de partidos, só de bandeiras que foi debatida aqui na nossa plenária.”
Após a reunião, por volta das 21h45, cerca de 300 manifestantes, segundo a Polícia Militar, seguiram para a avenida Independência, convocando outras pessoas a participarem do protesto.
Os organizadores esperam reunir mais de 25 mil pessoas no ato contra o reajuste da tarifa de ônibus, que deve começar às 18 horas na esplanada do Teatro Pedro II. O movimento pretende realizar uma manifestação pacífica.
Rota e logística da manifestação: A rota do protesto foi definida durante a reunião. Os manifestantes sairão do Teatro Pedro II, seguirão pela avenida General Osório até a prefeitura, subirão a avenida Cerqueira César e depois a avenida Lafayette até a avenida Independência. Na avenida Independência, o grupo pretende parar com as avenidas 9 de Julho e Presidente Vargas, pontos considerados estratégicos para a visibilidade do ato.
Panorama
A mobilização em Ribeirão Preto reflete uma crescente insatisfação da população, especialmente dos jovens, com o transporte público e outras áreas sociais, como educação, saúde e reformas políticas. A organização do protesto busca manter o movimento apartidário e pacífico, com foco na transparência dos custos do transporte e na redução das tarifas para os usuários.



