Munícipes levaram cartazes e apitos na sessão da Câmara desta terça-feira
Cerca de 100 manifestantes realizaram um protesto na Câmara Municipal de Ribeirão Preto na noite de terça-feira contra o fechamento da UBS Central. Munidos de cartazes e apitos, eles reivindicaram alternativas para a unidade de saúde.
Motivos do Protesto
Os manifestantes argumentaram que o fechamento da UBS Central afetaria a população, prejudicando o acesso a atendimentos imediatos. A opinião predominante era a de que a construção de um novo AMI (Ambulatório Médico de Internação) era bem-vinda, desde que não resultasse no fechamento da UBS Central. Diversas pessoas presentes enfatizavam a importância da UBS Central como único local na cidade que presta socorro imediato.
Propostas e Reações
O presidente do Conselho de Saúde, Davila Tibério Edir Anel, participou da manifestação e reforçou os prejuízos do fechamento da UBS Central. A diretora do sindicato dos médicos, Helena Lugão, informou que a categoria é contra o fechamento da UBS e sugeriu alternativas, como a construção de um AMI ao lado do Hospital Estadual de Ribeirão Preto ou a ampliação da UBS Castelo Branco. Outras sugestões incluíam o estudo de prédios ociosos na cidade para abrigar o novo AMI. O vereador Lincoln Fernandes declarou apoio à manifestação pacífica e se posicionou contra a transformação da UBS Central em AMI.
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O movimento ganhou força com o apoio de funcionários, médicos e população, que veem na UBS Central uma referência em atendimento. Há consenso de que a vinda do AMI é desejável, mas não à custa do fechamento da UBS Central. Um movimento já entrou com representação no Ministério Público contra o prefeito pela proposta de transformação da UBS Central em AMI. O projeto de lei ainda não foi enviado ao legislativo, aguardando a entrega do relatório final da comissão que analisou o caso. O secretário de saúde, Sandro Scarpellini, afirmou que o plano A, de transformar a UBS Central em AMI, é o melhor para Ribeirão Preto.



