Com poucas políticas públicas de prevenção às drogas, cidade tem apenas um centro de orientação e acolhimento
Ribeirão Preto em alerta vermelho: o mapa do crack da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) expõe a gravidade da situação na cidade.
Falta de políticas públicas e o aumento da dependência
Os dados da CNM apontam para uma preocupante realidade: a falta de políticas públicas efetivas de combate às drogas em Ribeirão Preto. Um levantamento do Observatório do Crack estima cerca de 3 mil dependentes na cidade, um número que reflete a dimensão do problema. A situação não se limita a Ribeirão Preto; outras 31 cidades da região enfrentam desafios semelhantes.
A necessidade de uma coordenadoria e a ampliação dos serviços
Para Luiz Antonio Damasceno, conselheiro municipal de Políticas sobre Drogas, a ausência de uma coordenadoria específica para o combate ao álcool e às drogas é um dos principais entraves. Atualmente, a cidade conta apenas com o programa Recomesso, do Governo do Estado, que oferece 94 vagas. Damasceno defende a ampliação do serviço e a criação de uma coordenadoria para melhor atender aos dependentes químicos. Ele ressalta a importância da abordagem nas ruas e a necessidade de ações conjuntas para enfrentar o problema.
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Ações integradas e a urgência de soluções
A CNM destaca a necessidade de políticas públicas que promovam a interação entre os atendimentos aos dependentes, englobando redução de danos, tratamento e reinserção social. O atendimento ambulatorial, segundo Damasceno, é apenas uma parte da solução. São necessárias clínicas e comunidades terapêuticas, além da união de esforços entre os poderes legislativo, executivo e judiciário, e da sociedade como um todo. A pesquisa da CNM revela que 98% das cidades brasileiras enfrentam problemas com o crack e outras drogas, e que o apoio dos governos estadual e federal tem sido insuficiente, com o plano emergencial de 2010 tendo alcançado apenas uma pequena parte da abrangência prevista.
A situação em Ribeirão Preto, espelhando a realidade de muitas cidades brasileiras, exige ações urgentes e coordenadas para combater a dependência química e seus impactos devastadores na sociedade. A falta de recursos e a ausência de políticas públicas eficazes agravam o problema, demandando uma resposta imediata e integrada de todos os setores envolvidos.



