Das amostras coletadas na região de Ribeirão Preto foram identificadas sete variantes do vírus
O Instituto Butantan divulgou um mapeamento que revela a circulação de 20 variantes do coronavírus em São Paulo. A pesquisa, realizada com quase 900 mil amostras de casos positivos, utilizou sequenciamento genético para identificar as variantes presentes em diferentes regiões do estado.
Variantes em Circulação e Regiões Afetadas
A variante P1, predominante em Manaus, foi a mais encontrada no estado de São Paulo, representando pouco mais de 91% das amostras. Outras variantes, como a britânica (3,6%) e a B.1.1.28 (2,5%), também foram identificadas. As regiões com maior número de variantes são Grande São Paulo, Sorocaba e Campinas, enquanto Ribeirão Preto e Araraquara registraram sete variantes cada. A variante Beta, da África do Sul, considerada a mais preocupante, felizmente, não atingiu índices expressivos no estado.
Implicações para o Desenvolvimento de Vacinas
A identificação dessas variantes é crucial para o desenvolvimento de novas vacinas mais eficazes. Sandra Cocuso, coordenadora da Rede de Alerta de Variantes do Butantan, explica que o estudo impactará diretamente na estratégia vacinal do Instituto, adaptando as vacinas para atender às necessidades do cenário pandêmico.
Experiência de uma Paciente e Sintomas Variantes
Samara de Jesus Isidoro teve COVID-19 duas vezes em nove meses, com sintomas distintos em cada episódio, levantando suspeitas de infecção por variantes diferentes. A coordenadora destaca que, embora o número de infectados possa não aumentar significativamente, a variação de sintomas indica a presença de diferentes variantes em circulação, com a P1 apresentando forte característica de dor no corpo e prostração.
O monitoramento contínuo realizado pelo Instituto Butantan e outros especialistas é fundamental para acompanhar a evolução da pandemia em São Paulo e no Brasil, permitindo o desenvolvimento de estratégias de combate mais eficazes e a adaptação das vacinas às novas variantes.



