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Maracatu Navegante se apresenta no Sesc Ribeirão

Show será às 15h desta segunda-feira, na Área de Convivência, com entrada gratuita
Maracatu Navegante Sesc Ribeirão
Show será às 15h desta segunda-feira, na Área de Convivência, com entrada gratuita

Show será às 15h desta segunda-feira, na Área de Convivência, com entrada gratuita

O Maracatu Navegante se apresentou hoje, segunda-feira de Carnaval, no Sesc Ribeirão Preto, levando ao público a rica cultura do Maracatu de Baque Virado, tradição de Recife. O grupo, que vem sendo preparado há três anos através de oficinas e ensaios, conta com cerca de 25 a 28 integrantes.

A Essência do Maracatu de Baque Virado

Vinícius Barros, um dos fundadores do grupo, compartilhou que o trabalho é pautado no Maracatu de Baque Virado, uma cultura de Recife. Ele e Luiz Henrique, também fundador, vivenciam essa cultura há anos, indo a Recife para se aprofundar. Em Ribeirão Preto, no Centro Cultural Urmila, realizam ensaios e oficinas, abordando percussão, canto, dança e toda a cultura de matriz africana, incluindo seu aspecto sagrado. A manifestação musical do Maracatu, por ser de Pernambuco, tem forte ligação com o Carnaval, onde nações de Maracatu arrastam multidões.

Resgate da Cultura e Ritmos da Nação Maracatu Porto Rico

A escolha pelo resgate da cultura dos ritmos da Nação Maracatu Porto Rico de Recife, que celebra 100 anos em 2016, se deve à sua forte característica de cantar sobre os orixás. Vinícius explica que nas loas, as músicas, são saudados os orixás e toda a tradição africana. Para o grupo, isso tem uma força muito grande, não apenas como brincadeira, mas como militância e luta pela matriz africana no Brasil. Tocar Maracatu é manifestar ancestralidade e a luta dos mestres e mães de santo para preservar essa cultura no Brasil.

Receptividade em Ribeirão Preto e Apoio do Centro Cultural Urmila

A receptividade em Ribeirão Preto tem sido positiva, com muitas pessoas apoiando e se interessando pelas atividades do grupo. Vinícius destaca o privilégio de estar em uma casa de tradição como o Centro Cultural Urmila, coordenado por Mãe Neide, Ialorixá Neide Ribeiro, que oferece apoio fundamental. Através desse apoio, o grupo aprende muito sobre a cultura, indo além do simples tocar. Quando saem às ruas com os tambores, é uma manifestação para as pessoas brincarem, sorrirem, dançarem e se alegrarem.

A apresentação no Sesc Ribeirão Preto, com entrada gratuita, proporcionou um momento de celebração e valorização da cultura afro-brasileira. O grupo convida a todos para a festa de três anos no Urmilar, no dia 13 de fevereiro.

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