Psicóloga, fala sobre a ‘demissão silenciosa’; expressão consiste na busca pelo equilíbrio da vida pessoal e profissional
A pandemia deixou marcas profundas nas relações de trabalho, com um trabalhador em cada dois sentindo-se esgotado e estressado, segundo pesquisa recente. Um em cada três profissionais teve sua felicidade afetada pelo estresse laboral, e 40% planejam uma mudança nos próximos anos. Esses dados, embora de uma pesquisa nos EUA, refletem uma realidade global.
O impacto da pandemia no trabalho
A psicóloga Verusca da Silva Galvão, especialista em segurança psicológica, afirma que sinais de desgaste na relação com o trabalho já eram percebidos antes da pandemia, indicando uma falta de atenção ao engajamento e ao lado humano do trabalho. A pandemia, segundo ela, apenas amplificou problemas preexistentes.
Encontrando um novo norte: soluções para o trabalhador
Para os trabalhadores em situação de estresse, Verusca aconselha a diferenciar problemas solucionáveis de problemas insolúveis. Buscar ajuda de líderes e profissionais de RH é crucial. A autoavaliação também é importante para avaliar o futuro na empresa e a possibilidade de crescimento. A psicóloga destaca a importância de identificar se o problema é solucionável ou não.
A demissão silenciosa: um reflexo do desengajamento?
A “demissão silenciosa”, termo recente surgido no pós-pandemia, refere-se a profissionais que fazem o mínimo necessário no trabalho, esperando a demissão. Esse fenômeno está fortemente ligado à falta de engajamento e à ausência de um ambiente de trabalho que proporcione qualidade na execução das tarefas. Muitos profissionais silenciam seus problemas por não conseguirem ou não saberem como comunicá-los.
A pandemia intensificou esses problemas, misturando vida profissional e pessoal de forma que muitos não souberam lidar. A falta de engajamento, portanto, está conectada à demissão silenciosa. A liderança preparada é fundamental para criar um ambiente psicologicamente seguro, onde os profissionais se sintam à vontade para se manifestar e buscar soluções conjuntas. A falta de engajamento gera perdas financeiras significativas para as empresas. A construção de um ambiente saudável de trabalho é uma responsabilidade compartilhada entre funcionários, lideranças e empregadores, impactando diretamente a produtividade, o desempenho e o crescimento da organização.
Para construir um ambiente de trabalho melhor, a psicóloga recomenda diálogos construtivos focados em soluções, reconhecendo a necessidade de colaboração. A maturidade para lidar com problemas, trazê-los à tona e aprender com os erros é fundamental para o crescimento individual e da empresa. A busca por soluções conjuntas é essencial para um futuro profissional mais saudável e produtivo.



