Ouça a coluna ‘CBN Multimídia’, com Edmo Bernardes
Uma década após o início da proibição da propaganda de cigarros no Brasil, uma nova onda de medidas antitabagismo ganha força. Dez países estão adotando o marketing inverso, removendo logotipos e padronizando as embalagens de cigarros em branco, com o objetivo de desestimular o consumo.
O Impacto da Proibição da Propaganda no Brasil
Desde a proibição da propaganda de cigarros no Brasil, há cerca de dez anos, dados e estatísticas mostram uma diminuição proporcional no consumo de tabaco. Anteriormente, a indústria do tabaco associava-se fortemente a esportes, automobilismo e até futebol, através de patrocínios. A legislação brasileira proibiu gradualmente essas associações, começando pela televisão, e medidas similares estão sendo consideradas para bebidas alcoólicas.
Embalagens Padronizadas e o Debate Tributário
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a resolução para embalagens de cigarro brancas, exibindo apenas mensagens de advertência sobre os riscos do tabagismo. O objetivo é evitar que cores, mensagens ou frases induzam o consumidor. No entanto, essa medida levanta um debate sobre a arrecadação de impostos, já que o governo obtém uma receita significativa com a venda de cigarros. Embora o número de fumantes possa diminuir, o aumento do preço dos cigarros tende a estabilizar a arrecadação de impostos.
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Investimento em Tratamento e Medidas Éticas
É crucial que o governo invista no tratamento de doenças relacionadas ao tabagismo, como o câncer. Além disso, outras medidas importantes em diversos setores, como a utilização ética da verba de propaganda federal, são necessárias para promover um progresso adequado.
O cenário em constante transformação exige atenção contínua e medidas complementares para proteger a saúde pública.



