Ouça a coluna ‘CBN Multimídia’, com Edmo Bernardes
Empresas que monitoram o comportamento dos internautas nas redes sociais têm demonstrado um fenômeno interessante: marcas não oficiais da Copa do Mundo, muitas vezes, superam as patrocinadoras em termos de engajamento e impacto.
O Poder do Share de Memória
A televisão, especialmente a TV Globo, desempenha um papel crucial na formação da memória do consumidor. Com uma vasta cota de anunciantes no futebol, incluindo a Copa do Mundo, a emissora planta diversas marcas na mente do público. São dez anunciantes fixos, somados aos patrocinadores da seleção brasileira, criando um cenário onde cerca de 20 marcas disputam a atenção do consumidor.
Investimento Estratégico vs. Criatividade
Uma cota de patrocínio no futebol da TV Globo pode custar cerca de R$ 200 milhões anuais. Diante desse investimento significativo, algumas empresas optam por estratégias alternativas, como investir em ações especiais durante o evento. A criatividade, no entanto, surge como um diferencial crucial. Campanhas virais na internet, como a da Shakira para a Danone, ou jingles cativantes como o do Itaú, demonstram que a criatividade pode superar o poder do patrocínio oficial.
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A Confusão das Marcas e a Força da Criatividade
O consumidor, muitas vezes, não distingue entre patrocinadores da CBF, da FIFA ou da Copa do Mundo. O que realmente importa é o impacto da mensagem. Marcas que investem em criatividade e em campanhas memoráveis conseguem gerar um engajamento genuíno, conquistando verdadeiras declarações de amor por parte do público. Um exemplo notável é a estratégia da Ambev, que coloca suas marcas, Skol e Quilmes, em confronto em seus respectivos países, provocando as equipes adversárias de forma criativa e divertida.
A chave para o sucesso reside na capacidade de encantar e envolver o público, independentemente do status de patrocinador oficial.



