Podcaster Monark, dos Estúdios Flow, foi alvo de críticas após defender a legalização do partido nazista; ouça o ‘Mundo Digital’
O mundo digital desta semana foi marcado por uma polêmica envolvendo um podcast brasileiro. Um dos apresentadores defendeu a legalização de um partido nazista, gerando repercussão nacional e levando patrocinadores a se retirarem. Para entender como marcas podem se proteger em situações de crise como essa, conversamos com o professor Eduardo Suárez, especialista em marketing digital.
Como as marcas podem se proteger?
Segundo Suárez, embora não seja comum, esse tipo de situação está se tornando cada vez mais frequente. A conexão entre marcas e influenciadores digitais cria um vínculo onde a fala do influenciador pode ser interpretada como a fala da marca. A escolha de influenciadores deve ser cuidadosa, considerando sua postura e valores. Contratos devem incluir cláusulas que deixem claro o posicionamento da marca e o que não é tolerado.
Prevenção e Gestão de Crise
É difícil prever comportamentos futuros de influenciadores, mas uma análise prévia, incluindo entrevistas e observação do histórico, é crucial. Suárez destaca a importância de incluir cláusulas contratuais que especifiquem os valores e posicionamentos da marca, prevenindo problemas. Em caso de crise, a reação imediata não deve ser radical. A marca precisa avaliar a situação e decidir se a melhor opção é romper a parceria ou tentar gerenciar a crise. Uma análise posterior da reação da marca também será feita pelo público.
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Ações Legais e Responsabilidade
Marcas que patrocinaram o podcast em questão estão avaliando suas opções legais. Algumas que não tinham mais contrato podem buscar indenização por terem sido associadas ao conteúdo polêmico. Outras que romperam a parceria buscam minimizar os danos à sua imagem. A internet não é terra de ninguém, e a responsabilidade com a mensagem transmitida é fundamental, tanto para influenciadores quanto para as marcas que os patrocinam.