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Marcelo Plastino e Marco Antônio dos Santos foram fundamentais nos desvios

Proprietário da Atmosphera e ex-superintendente do Daerp eram peças chave no esquema de corrupção da Prefeitura de Ribeirão
desvios de recursos
Proprietário da Atmosphera e ex-superintendente do Daerp eram peças chave no esquema de corrupção da Prefeitura de Ribeirão

Proprietário da Atmosphera e ex-superintendente do Daerp eram peças chave no esquema de corrupção da Prefeitura de Ribeirão

Entre os envolvidos na operação Cevandija, dois nomes se destacam no esquema de desvio de dinheiro na prefeitura de Ribeirão Preto: Marco Antônio dos Santos e Darcy Vera.

Amizade e Influência Política

A amizade de mais de 20 anos entre Marco Antônio e Darcy Vera, iniciada no começo dos anos 2000, foi fundamental para o esquema. Marco Antônio, advogado, trabalhou como assessor jurídico da Câmara quando Darcy era vereadora e, posteriormente, como assessor parlamentar na Assembleia Legislativa. Ele também atuou como articulador de campanhas e governos de Darcy Vera, ocupando posições de destaque na administração pública, como superintendente do Daerp e da Coderp, e secretário de governo, administração e casa civil. Esse acesso privilegiado lhe permitiu influenciar diversas áreas da prefeitura.

O Esquema de Corrupção

A operação Cevandija concluiu que Marco Antônio, além de ser braço direito de Darcy Vera, comandou um esquema de corrupção e compra de apoio político. Ele manipulava centenas de cargos terceirizados e contratos do Daerp e da Coderp, além de influenciar outras secretarias. A influência ia até a Secretaria da Fazenda, que priorizava pagamentos de notas da Coderp e honorários advocatícios, muitas vezes em troca de propina. O empresário Marcelo Plastino surge como operador do esquema, intermediando pagamentos a vereadores em troca de apoio político. A empresa dele, Atmosfera, servia como cabide de empregos para indicados de vereadores.

Consequências e Reflexões

Marco Antônio e Marcelo Plastino foram presos. Darcy Vera ainda não se pronunciou. O especialista em gestão pública João Luiz Passador destaca a necessidade de mais transparência e controle na política, criticando a falta de mecanismos efetivos de controle social. A defesa de Marco Antônio afirma que só se manifestará após acesso ao processo, enquanto Marcelo Plastino nega pagamento de propina. Todos os vereadores investigados também negam envolvimento. Recentemente, 586 funcionários da Atmosfera foram demitidos. Os eventos demonstram a urgência de medidas para fortalecer a transparência e o controle na gestão pública.

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