No entanto, Justiça determina sequestro de bens do empresário que cometeu suicídio no dia 25 de novembro
A Justiça de Ribeirão Preto extinguiu a punibilidade do empresário Marcelo Plastino, dono da Atmosfera, falecido no mês passado. Plastino era acusado pela força-tarefa da Operação Cervandija, que investiga fraudes de R$ 203 milhões em contratos de licitação da prefeitura de Darcivera, de ser beneficiário direto dos contratos irregulares e de pagar propina a vereadores e pessoas do alto escalão da prefeitura, incluindo o ex-secretário municipal de administração, Marco Antônio dos Santos.
Extinção da Punibilidade e Sequestro de Bens
Apesar da extinção da culpabilidade, o juiz Lucio Alberto Enés da Silva Ferreira, da Quarta Vara Criminal, determinou o sequestro dos bens de Plastino, considerando-os produtos de crime ou adquiridos com dinheiro desviado. A decisão visa garantir o ressarcimento aos cofres públicos.
Prejuízos e Recursos
A acusação aponta que as fraudes envolvendo a Atmosfera causaram um prejuízo de R$ 49 milhões aos cofres públicos. O advogado de Plastino, Almir Oveludo, afirmou que recorrerá da decisão sobre o bloqueio dos bens. Entre os bens bloqueados estão imóveis e carros em nome do empresário e da empresa, incluindo terrenos em Bom Fim Paulista (distrito de Ribeirão Preto), apartamentos na zona sul e veículos de luxo.
Leia também
A decisão judicial encerra a investigação criminal contra Plastino, embora o sequestro de bens represente um desfecho significativo para a Operação Cervandija e para a recuperação dos valores desviados.



