Movimento conta com 2,5 mil gestores de municípios de todo o país; presidente Lula garantiu presença
A Marcha dos Prefeitos, organizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), começou nesta segunda-feira em Brasília. Este ano, cerca de 2.500 prefeitos e mais de 7.000 pessoas ligadas à administração municipal se reuniram para discutir a grave situação financeira das prefeituras brasileiras. A edição de número 25 do evento conta com a presença do presidente Lula na abertura oficial.
Situação Financeira das Prefeituras
A CNM divulgou um balanço preocupante: metade das prefeituras brasileiras terminou 2022 com as contas no vermelho (um aumento de 32% em relação a dados anteriores). Outro dado alarmante é o atraso nos pagamentos de aposentadorias, com 81% das prefeituras em débito com a previdência social, tanto em regimes federais quanto municipais. Em São Paulo, a dívida totaliza R$ 41 bilhões (R$ 27,6 bilhões com o governo federal e R$ 13,5 bilhões com regimes próprios).
Desastres Climáticos e a Falta de Recursos
Um estudo da CNM revela que, em 10 anos, mais de 5.000 municípios foram afetados por desastres climáticos. Apesar dos R$ 3 bilhões pagos pelo governo federal para ações de prevenção, o prejuízo total causado pelos desastres chega a R$ 639 bilhões, mostrando uma grande discrepância entre os recursos disponibilizados e a necessidade real.
Propostas e Debates
Para enfrentar a crise financeira, a CNM propõe mudanças nas regras de impostos sobre os salários dos servidores públicos municipais. Esta proposta será debatida no Congresso Nacional durante a marcha, que segue até quarta-feira. A expectativa é que o evento resulte em decisões que possam melhorar a situação financeira das prefeituras e, consequentemente, a vida dos brasileiros.



