Técnico disparou contra Antônio Carlos Campanelli Fernandes e reclamou de falta de profissionalismo em demissão por telefone
O Comercial Futebol Clube enfrentou uma despedida melancólica no último sábado ao empatar em 0 a 0 contra o 15 de Jaú, Marciano cita pressão de conselheiros como, em partida válida pela Série A3 do Campeonato Paulista. O time já estava rebaixado e buscava evitar terminar com a pior campanha da competição, mas não conseguiu a vitória necessária, mesmo com a derrota do Lemense na rodada.
Durante o jogo, o Comercial sofreu a perda do jogador Pitibu, Marciano cita pressão de conselheiros como, que rompeu o tendão de Aquiles e terá um longo período de recuperação. Além disso, Michael Douglas foi expulso com cartão vermelho direto após cometer falta dura, deixando a equipe com um jogador a menos no segundo tempo.
Antes da partida, vários jogadores já haviam acertado com a diretoria para não participar do jogo, incluindo suspensos e outros atletas que vinham sendo titulares. A situação do clube já indicava um processo de reformulação que começou antes mesmo do jogo, com a demissão do treinador Gustavo Marciano, anunciada na manhã da partida por telefone pelo presidente Antônio Carlos Campanére Fernandes.
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“Recebi uma ligação do presidente às 11 horas da manhã me demitindo, dizendo que não ficaria comigo até a Copa Paulista, podendo haver uma conversa depois”, afirmou Gustavo Marciano, visivelmente emocionado. Ele também relatou que a decisão vazou para a imprensa antes que ele ou sua família fossem informados oficialmente.
Marciano destacou que membros do conselho do clube pressionaram pela sua demissão, decisão que teria sido tomada antes do último jogo. O treinador lamentou a forma como foi conduzida a situação e ressaltou a necessidade de o Comercial identificar os problemas que levaram a dois rebaixamentos consecutivos em 2024 e 2025.
“O Comercial precisa se profissionalizar e rever muita coisa. A demissão na véspera de um jogo, quando o time já estava rebaixado, não faz sentido”, disse o treinador.
Em contato com o presidente do conselho do Comercial, Gustavo Guerra, ele negou que tenha havido um pedido formal do conselho para a demissão de Marciano, mas não descartou que conselheiros tenham feito sugestões ao presidente Campanére, que teria tomado a decisão de forma independente.
A situação do clube é agravada pela falta de liderança e organização, segundo análises de especialistas e ex-funcionários. O presidente Campanére está atualmente isolado na tomada de decisões, especialmente após o afastamento por problemas de saúde do vice-presidente Ademiceari, que não comparece ao estádio há cerca de três semanas.
O Comercial encerrou a Série A3 na 16ª colocação, na lanterna do torneio, com a pior campanha, somando apenas 11 pontos e duas vitórias. O clube enfrenta um momento crítico, com necessidade urgente de reformulação e profissionalização para evitar um colapso maior.
O presidente Campanére ainda não realizou pronunciamento oficial para esclarecer os próximos passos do clube, mas a expectativa é que uma coletiva seja marcada para responder aos questionamentos da torcida e da imprensa.
Lesões e expulsões impactam desempenho
O Comercial perdeu Pitibu por lesão grave e teve Michael Douglas expulso, prejudicando o desempenho na partida decisiva.
Demissão do treinador na véspera do jogo: Gustavo Marciano foi demitido por telefone na manhã do jogo contra 15 de Jaú, mas dirigiu a equipe mesmo assim, o que gerou desconforto e críticas.
Pressão do conselho e falta de liderança: Segundo relatos, membros do conselho pressionaram pela demissão de Marciano, enquanto o presidente Campanére está isolado na gestão após o afastamento do vice-presidente por problemas de saúde.
Campanha ruim e necessidade de reformulação: Com a pior campanha da Série A3 e rebaixamento confirmado, o Comercial enfrenta um processo de reformulação e busca profissionalização para melhorar sua situação.
Panorama
O Comercial Futebol Clube vive um momento delicado, marcado por resultados ruins, problemas internos e mudanças na comissão técnica. A falta de comunicação transparente e a pressão de conselheiros sobre a diretoria refletem uma crise administrativa que precisa ser resolvida para que o clube possa retomar seu protagonismo no futebol paulista.


