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Marco Antônio dos Santos nega desvio de dinheiro público na Sevandija

Ex-superintendente do Daerp e braço direito de Dárcy Vera, foi ouvido por cinco horas em mais um dia de oitivas da Operação
desvio de dinheiro público
Ex-superintendente do Daerp e braço direito de Dárcy Vera, foi ouvido por cinco horas em mais um dia de oitivas da Operação

Ex-superintendente do Daerp e braço direito de Dárcy Vera, foi ouvido por cinco horas em mais um dia de oitivas da Operação

Nesta quinta-feira, o ex-secretário de administração Marco Antônio dos Santos prestou depoimento ao juiz Lúcio Alberto Enneas Ferreira no Fórum de Ribeirão Preto. O depoimento, que durou quase quatro horas, focou no processo dos apadrinhados políticos da Codep, envolvendo a empresa terceirizada Atmosfera.

Depoimento e Defesas

Marco Antônio negou qualquer irregularidade na prefeitura, apesar das acusações da Polícia Federal e Ministério Público de comandar um esquema de corrupção. Ele se defendeu das acusações sobre os R$ 40 mil em espécie encontrados em sua casa, alegando ser herança da esposa e que o dinheiro estava escondido na casa de máquinas da piscina devido ao bloqueio de sua conta bancária por processos trabalhistas. Quanto às listas de indicação para cargos na administração, admitiu a prática de encaminhar currículos, mas negou que isso implicasse contratação obrigatória. Também negou o pagamento de propina a vereadores.

Cargos e Influência

Sobre sua influência no governo Darci Vera, de 2004 a 2016, Marco Antônio alegou que ocupou diversos cargos (Secretaria da Administração e Governo, Superintendente da Coderpe e do Daerpe) por mérito e experiência. Embora apontado pela investigação como tendo influência na Secretaria da Fazenda e controle de pagamentos, ele afirmou apenas participar de um grupo de gestão que organizava os pagamentos sob a liderança de Sérgio Nalini, então secretário.

Críticas à Operação Sevandija

Por fim, Marco Antônio questionou a operação Sevandija, alegando que favoreceu o PSDB na disputa eleitoral, beneficiando Ricardo Silva, então candidato a prefeito. O depoimento do ex-secretário da educação, Ângelo Em Verniz Lopes, inicialmente marcado para o mesmo dia, foi adiado para 22 de novembro devido ao tempo extenso do depoimento de Marco Antônio. Neste processo, 21 pessoas são acusadas, incluindo 9 vereadores, diretores da Codep e empresários. Marco Antônio dos Santos, Luquesi Jr., Ângelo Em Verniz Lopes e Davi Mansurkuri Felipe Mello estão entre os réus presos.

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