De acordo com a PF e o Gaeco, ex-superintendente do Daerp chegou a receber R$ 1 milhão mesmo na Penitenciária de Tremembé
A quinta fase da Operação Cervandija, deflagrada em Campinas e São Paulo, resultou na prisão de três pessoas envolvidas em um esquema de corrupção que causou um prejuízo de R$ 18 milhões aos cofres públicos de Ribeirão Preto.
Esquema de Propina e Lavagem de Dinheiro
Segundo informações divulgadas em coletiva de imprensa pela Polícia Federal e Gaeco, o esquema consistia em pagamento de propina e lavagem de dinheiro em um contrato para obras de saneamento básico entre o Daerpe e a empresa Aegea. O Ministério Público detalhou como funcionava o esquema criminoso, destacando a licitação superfaturada.
Prisões e Desdobramentos
Entre os presos estão André Teixeira, gerente financeiro da Aegea, investigado por criar empresas de fachada para repassar propina; Regina Alves, namorada de Marco Antônio dos Santos, acusada de ocultar patrimônio; e Murilo Pires, apontado como laranja do esquema. Marco Antônio dos Santos, ex-superintendente do Daerpe e já preso desde 2017 por outro processo da Operação Cervandija, continuou recebendo propina mesmo detido, totalizando R$ 3,5 milhões em propina somente do contrato com a Aegea, sendo R$ 1 milhão pago após sua prisão. As investigações apontam para a utilização de laranjas e movimentação de dinheiro por empresas de fachada para ocultar os valores ilícitos.
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Atitude Desafiante à Justiça
O promotor Leonardo Romanelli classificou a atitude dos envolvidos como “absolutamente não apenas injustificável, mas sintosa, desafiadora à justiça e um amáculo à sociedade”. A ação ocorreu em meio a investigações abertas e pedidos da população por mudanças, demonstrando a persistência da corrupção mesmo diante de investigações em andamento. A falsificação de contratos de imóveis para ocultar a propina agravou ainda mais a situação dos envolvidos.



