Ex-advogada do Sindicato dos Servidores alega que dinheiro supostamente desviado eram honorários de indenizações
A Operação Cevandicha revelou um esquema de desvio de dinheiro público durante a gestão da prefeita Darci Vera em Ribeirão Preto. O esquema, segundo as investigações, atingiu diversas esferas do executivo e legislativo, envolvendo servidores, secretários, advogados, vereadores e empresários.
O Caso Maria Zueli
O ponto central da operação gira em torno da ex-advogada do sindicato dos servidores, Maria Zueli Alves Librande. Ela recebeu R$ 45 milhões de uma indenização de R$ 69 milhões, obtida após uma ação judicial vitoriosa. As investigações apontam que parte desse valor foi destinada a outros envolvidos, incluindo a própria prefeita Darci Vera. A advogada nega as acusações, alegando que o valor recebido corresponde aos seus honorários por seis anos de trabalho e que as investigações distorceram os fatos, inflando o valor da indenização de R$ 48 milhões para R$ 69 milhões. Ela afirma ainda que ainda tem valores a receber.
A Defesa e as Investigações
O advogado de Maria Zueli, Luiz Carlos Bento, argumenta que as apurações foram tendenciosas, ignorando um dos processos que sua cliente moveu. Ele contesta a acusação de desvio de dinheiro público, afirmando que os valores recebidos por ela se tratam de honorários. O advogado também alega que sua cliente foi coagida a distribuir parte do dinheiro para garantir o recebimento dos honorários, devido a dificuldades em lidar com credores e a pressão de Sando Rouvane, que segundo ele, condicionava a liberação do dinheiro pela prefeitura ao pagamento de propina. Maria Zueli foi presa duas vezes durante a operação, sendo considerada pelos investigadores como a peça central na distribuição do dinheiro desviado.
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Situação Atual
Atualmente, Maria Zueli encontra-se detida na cadeia feminina de Tremembé, em São Paulo. Seu advogado aguarda o fim do processo para solicitar um novo habeas corpus.



