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Marido de ex-secretária de Morro Agudo é preso pela Civil

Ex-funcionária da Prefeitura da cidade disse que os R$ 30 mil encontrados em seu apartamento eram de seu esposo
Prisão marido ex-secretária
Ex-funcionária da Prefeitura da cidade disse que os R$ 30 mil encontrados em seu apartamento eram de seu esposo

Ex-funcionária da Prefeitura da cidade disse que os R$ 30 mil encontrados em seu apartamento eram de seu esposo

O Ministério Público confirmou a prisão do empresário Atila Juliano da Silva, investigado por participação em fraudes na Operação Inésia, que apura irregularidades em Morro Agudo.

Prisão e Investigação

A prisão de Silva ocorreu em sua residência. Ele é marido da ex-secretária da administração, Cleire de Souza, também investigada e presa na última terça-feira. O promotor do Gaeco, Rafael Piola, afirma que Silva se beneficiou de licitações direcionadas na prefeitura, utilizando sua empresa de construção civil. A investigação aponta que Cleire, responsável pelo setor de licitações, favorecia a empresa do marido, e que outra empresa, administrada por Silva apesar de estar no nome da companheira de seu pai, também recebia contratos diretos da prefeitura.

Desdobramentos da Operação

Segundo o promotor, a justiça converteu as prisões temporárias para preventivas de quatro investigados: Cleire, Mara, João Marcos Fischer e Tiago Stolaik, além de Atila. O prefeito de Morro Agudo, Gilberto Barbetti, foi afastado do cargo por 90 dias. Computadores e documentos foram apreendidos em sua casa e na prefeitura. O Ministério Público não descarta novas buscas e investiga a origem de mais de R$ 30 mil encontrados em um apartamento de Cleire em Ribeirão Preto, que ela afirmou pertencer ao marido. A defesa de Atila nega as acusações e afirma que irá recorrer.

Fraudes e Próximos Passos

O Gaeco estima que as fraudes podem chegar a um milhão de reais. As investigações começaram em novembro de 2017, após a Operação Gamentham, que apurava fraudes em contratos de coleta de lixo na região de Ribeirão Preto e sul de Minas Gerais. Todos os investigados negam participação no esquema. As investigações prosseguem, com análise de documentos e depoimentos, para apurar os crimes de peculato, falsidade ideológica e documental, e definir as acusações formais.

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