Depoimento feito por gerente de banco revelou que Luiz Garnica tentou realizar a transferência; ele e a mãe seguem presos
Novos detalhes surgiram na investigação da morte da professora Larissa Rodrigues. Um gerente de banco da agência de Pontau prestou depoimento à polícia, Marido de professora morta envenenada tentou, revelando que Luiz Antônio Garnica, marido da vítima, tentou acessar o dinheiro da conta da esposa logo após o falecimento dela.
Segundo o gerente, Luiz Antônio perguntou se poderia ter acesso aos recursos da conta da esposa e foi orientado a abrir um inventário para isso. O médico também teria solicitado acesso ao aplicativo bancário de Larissa para realizar retiradas, além de informar que usou o cartão de débito dela para pagar uma conta de R$ 2.500 em uma farmácia.
O gerente relatou que Luiz tentou fazer uma transferência da poupança, mas o aplicativo não autorizou a operação devido ao valor. Em seguida, Luiz entrou em contato com o gerente pedindo ajuda para acessar a conta e realizar a transação, sendo informado que seria necessária a leitura facial de Larissa para liberar o acesso. O depoente destacou que Luiz demonstrava ansiedade para obter o dinheiro da esposa, que havia falecido recentemente.
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Outro ponto considerado estranho pelo gerente foi o fato de a conta de Larissa não ser da agência de Pontau, mas sim de Ribeirão Preto, e Luiz ter procurado o gerente da agência de Pontau em vez da agência onde a conta estava registrada.
Contexto da investigação: Antes da morte de Larissa, Luiz Antônio teria mantido uma ligação com Elizabeth Arrabassa, mãe dele e também suspeita no caso, que esteve no apartamento da vítima horas antes do ocorrido.
O advogado criminalista Daniel Pacheco comentou o depoimento do gerente, ressaltando que o crime está sendo investigado sob a hipótese de motivação patrimonial. Ele destacou a insistência de Luiz para liberar uma quantia que, aparentemente, não era alta, o que pode indicar dificuldades financeiras do suspeito.
Aspectos legais sobre movimentação de contas de falecidos
Daniel Pacheco explicou que, embora seja ilegal movimentar contas de pessoas falecidas sem autorização judicial ou inventário, é relativamente comum que familiares façam isso, desde que não haja fraude ou desvio de recursos de herdeiros. No entanto, devido à suspeita de crime, a polícia busca esclarecer todas as circunstâncias relacionadas à movimentação financeira.
Questões levantadas para a investigação: O advogado também apontou que a procura de Luiz pelo gerente da agência de Pontau, em vez do gerente da agência onde a conta estava registrada em Ribeirão Preto, é um fato que chama atenção e pode ser relevante para as investigações. Ele ressaltou que, normalmente, movimentações feitas por caixas eletrônicos ou aplicativos não envolvem o gerente, o que torna a situação incomum.
As prisões de Luiz Antônio Garnica e Elizabeth Arrabassa foram prorrogadas, e ambos permanecem detidos enquanto as investigações continuam.



