Promotor diz esperar pena com ao menos três qualificadoras contra o médico Luiz Antonio Garnica e a mãe dele, Elizabete Arrabaça
Elizabeth Jarrabás e Luiz Antônio Garnica, Marido e sogra de professora morta, sogra e marido da professora Larissa Rodrigues, são os principais suspeitos da morte da vítima. O Ministério Público deve apresentar denúncia formal contra eles nos próximos dias, com pena que pode ultrapassar 30 anos de prisão, caso sejam condenados pelos crimes que respondem.
Denúncia e penas: Segundo o promotor Marcos Túlio Nicolino, a denúncia deve incluir quatro qualificadoras, entre elas feminicídio e uso de veneno. Caso reconhecidas pelos jurados, a pena para cada um dos suspeitos pode ser superior a 30 anos de reclusão. O promotor destacou que a maior pena pode recair sobre Elizabeth, que teria ministrado diretamente o veneno à vítima.
Laudos e investigação: O diretor do Instituto Médico Legal (IML) de Ribeirão Preto, Diógeno Estádio Cartoso, afirmou que as alegações de Elizabeth sobre as circunstâncias da morte não têm fundamento técnico. Em carta, a suspeita afirmou que Larissa teria ingerido por engano veneno para rato guardado em uma caixa de remédio para dor de estômago pertencente a Natália Garnica, filha de Elizabeth, que morreu em fevereiro.
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O exame toxicológico realizado nos restos mortais de Natália, quase um mês após a exumação, indicou que tanto Natália quanto Larissa foram envenenadas por substâncias semelhantes, porém diferentes. O veneno ilegal conhecido como chumbinho foi detectado em ambas, mas com composições distintas, o que afasta a hipótese de acidente.
Contexto das mortes: O laudo toxicológico apontou envenenamento por chumbinho em Larissa, além de lesões no pulmão e coração. A morte de Natália, aos 42 anos, foi registrada como infarto, apesar de familiares afirmarem que ela não apresentava problemas de saúde. A proximidade das mortes chamou a atenção dos investigadores, que tratam o caso de Larissa inicialmente como homicídio qualificado.
As prisões temporárias de Luiz Antônio Garnica e Elizabeth Jarrabás foram decretadas durante a fase de inquérito policial. Segundo o promotor, a descoberta do veneno no corpo de Natália descarta a possibilidade de acidente no caso de Larissa e confirma que Elizabeth envenenou a filha.
Modus operandi e próximas etapas
O promotor afirmou que as mortes de Larissa e Natália apresentam o mesmo modus operandi, com um suposto aprimoramento no segundo caso. Alega-se que Elizabeth não teria motivo para matar Larissa sozinha, sendo o interesse imediato de Luiz Antônio. Novos interrogatórios de ambos estão previstos para 25 de junho, com expectativa de esclarecimentos adicionais.
Informações adicionais
A defesa de Elizabeth Jarrabás informou que ainda não foi oficialmente comunicada sobre o laudo do IML. O advogado Bruno Correia ressaltou que a existência de veneno no corpo de Natália não implica necessariamente na autoria do crime por parte de sua cliente.



