Casos extremos de agressões geralmente são precedidos por xingamentos e discussões; psicóloga Erika Callegari explica o cenário
Um crime chocante abalou Ribeirão Preto: Regiânia Carneiro de Moura Silva, de 26 anos, foi encontrada morta em sua casa no Jardim Jockey Club. A principal suspeita é de estrangulamento, segundo a médica do SAMU. O principal suspeito é o companheiro da vítima, Ivano Oguera, de 32 anos, que fugiu com o filho do casal, de 3 anos.
Um histórico de violência
A mãe de Regiânia relatou um histórico de violência doméstica, com agressões frequentes e ameaças que se estendiam por pelo menos oito anos. Apesar de diversas separações, o casal voltava a se relacionar, sempre em meio a brigas e agressões. A mãe da vítima registrou boletins de ocorrência, mas Regiânia, em alguns momentos, chegou a tentar retirar as queixas.
A complexidade da violência doméstica
A psicóloga Erika Kalegari comenta sobre a complexidade da violência doméstica, destacando que a situação não se resume a um único ato de agressão. A violência se instala gradualmente, minando a autoestima da vítima e a fazendo duvidar da própria capacidade de sair da situação. A culpabilização da vítima é um problema recorrente, com perguntas como “o que você fez para ele te agredir?”. A especialista ressalta a importância do apoio familiar e social para que a mulher consiga romper o ciclo de violência.
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Buscando ajuda e apoio
A psicóloga destaca a importância do apoio psicológico para mulheres em situação de violência doméstica, auxiliando-as a reconstruir suas vidas e a lidar com as consequências emocionais e psicológicas da agressão. Existem recursos disponíveis na rede pública, como a Delegacia da Mulher, Cras, e o Núcleo de Atendimento Especializado à Mulher (NAIM), além de casas abrigo para acolhimento temporário. A mensagem final é de conscientização e a importância de prestar atenção aos sinais de violência doméstica, oferecendo apoio e evitando a culpabilização da vítima.



