Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes
Após o devastador incêndio que consumiu grande parte da Mata de Santa Teresa, um grupo de trabalho foi estabelecido com o objetivo de promover a recuperação ecológica da área. Apesar dos extensos danos causados pelo fogo, já se observa um progresso na reparação e um monitoramento constante para proteger o local.
Regeneração Natural e Desafios
Edson Montilha, diretor da Fundação Florestal, explica que a manutenção realizada foca no cuidado com os aceiros, visando uma restauração natural através dos regenerantes – sementes no solo que brotam naturalmente. As chuvas recentes têm impulsionado esse processo inicial. No entanto, a invasão de gramíneas como a braquiária na estação ecológica exige manejo específico, parte crucial do plano de recuperação.
Plano de Recuperação e Recursos
Para uma recuperação mais efetiva, a captação de recursos é essencial. O plano de trabalho, já finalizado, abrange plantio e manejo da área para acelerar a recuperação. Estratégias incluem o uso de recursos provenientes de termos de recuperação ambiental que algumas empresas devem executar. Reuniões com empresas interessadas já foram realizadas, e estas estão em processo de licitação para contratar empresas que executarão o projeto de recuperação, seguindo o plano de trabalho elaborado.
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Prevenção e Monitoramento Constante
Com a aproximação do período de seca, medidas preventivas são cruciais. Uma vigilância terceirizada, com brigadistas, monitora a área 24 horas por dia, complementando o trabalho dos funcionários da Fundação Florestal. A produção de aceiros e os cuidados no entorno são prioridades. O Ministério Público, através da promotora do meio ambiente Claudia Rabibi, acompanha de perto as ações do grupo e da Fundação Florestal, que apresentou projetos para atender às demandas da ação, a serem avaliados pelo Corpo de Bombeiros e pelo Ibama.
A promotoria no Gaema também investiga a recuperação da área degradada, com uma vistoria agendada e uma audiência com a Fundação Florestal para verificar o progresso. Embora a chuva recente auxilie, a Fundação Florestal estima que a Mata de Santa Teresa levará pelo menos 30 anos para recuperar uma parte considerável do que foi perdido.



