Gerente regional Edson Motilha conversou com a CBN Ribeirão
Um incêndio de grandes proporções atingiu a Mata de Santa Teresa, localizada na zona sul de Ribeirão Preto, destruindo parte de sua vegetação. O Corpo de Bombeiros trabalha incessantemente desde domingo para controlar as chamas, que consomem uma área com mais de 154 hectares, um dos poucos remanescentes de Mata Atlântica no estado de São Paulo.
Esforços de Combate e Avaliação dos Danos
Edson Montilha, gerente regional da Fundação Florestal, informou que cerca de 40 a 50 pessoas, incluindo bombeiros, funcionários da estação ecológica e vizinhos, estão envolvidas no combate ao incêndio. Além do trabalho por terra, foram utilizados aviões agrícolas e o Águia da Polícia Militar para auxiliar no controle das chamas, especialmente em áreas de difícil acesso.
Ainda não é possível determinar a extensão exata da área destruída, mas estima-se que o fogo tenha consumido entre 30 e 50 hectares. A dificuldade no combate se deve ao fato de ser um “fogo de copa”, que se propaga pela parte superior das árvores, dificultando a ação dos combatentes em solo.
Impacto Ambiental e Espécies Ameaçadas
A Mata de Santa Teresa abriga árvores centenárias e espécies ameaçadas de extinção, como a peroba-rosa. Embora as árvores mais antigas apresentem maior resistência ao fogo devido à espessura de sua casca, a extensão dos danos ainda precisa ser avaliada após a contenção total do incêndio.
Causas e Desafios na Fiscalização
A suspeita é de que o incêndio tenha sido iniciado por rituais com velas, uma prática comum na região, mas de difícil controle. O acesso à mata está fechado, mas a fiscalização é realizada por funcionários da Fundação Florestal em carros e motos, em parceria com a Polícia Ambiental. A proximidade da mata com a cidade também contribui para outros problemas, como descarte de lixo, abandono de veículos e até ocorrências criminais.
Ações Futuras
Apesar da existência de um programa de prevenção e combate a incêndios florestais, a Fundação Florestal está focada em ações de recuperação da área afetada. A prioridade é restaurar o ecossistema e minimizar os impactos causados pelo fogo.
A situação exige atenção contínua e medidas eficazes para proteger esse importante patrimônio natural.



