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Mata Florestal de Santa Tereza faz 60 anos

Um dos poucos pedaços remanescentes da Floresta Amazônica busca parcerias para se recompor do incêndio de 2014
Mata Florestal Santa Tereza
Um dos poucos pedaços remanescentes da Floresta Amazônica busca parcerias para se recompor do incêndio de 2014

Um dos poucos pedaços remanescentes da Floresta Amazônica busca parcerias para se recompor do incêndio de 2014

Nesta terça-feira, 60 anos após sua criação, a mata florestal de Santa Teresa, em Ribeirão Preto, celebra sua existência, mas também relembra tristes capítulos de sua história. O ambientalista Paulo Finotti destaca a importância da reserva para a região, enfatizando seu papel na regulação da temperatura e umidade do ar através da evapotranspiração.

A importância da mata para o equilíbrio ambiental

Segundo Finotti, a presença de árvores é fundamental para manter o equilíbrio ambiental, reduzindo a temperatura e regulando a umidade, benefícios essenciais para toda a população. A mata de Santa Teresa é um exemplo crucial dessa importância, atuando como um pulmão verde na região.

Um passado marcado por tragédias e a luta pela recuperação

Em 2014, um incêndio devastou cerca de 90 hectares da reserva, um duro golpe que expôs a fragilidade do local. Desde então, a estação ecológica busca se recompor, investindo em prevenção e buscando parcerias privadas para financiar um plano ambicioso de recuperação, com previsão de término em 2024. Apesar disso, Finotti critica a falta de iniciativa do governo, considerando o prazo estabelecido muito curto para a recuperação completa da área afetada.

Ações de prevenção e recuperação em curso

Apesar dos desafios, ações de prevenção e recuperação estão em andamento. A Fundação Florestal tem adotado medidas como monitoramento aéreo, implantação de brigada de incêndio e elaboração de um plano de emergência. Um projeto voltado à proteção da fauna local também foi apresentado ao IBAMA. Essas iniciativas, somadas a ações judiciais que visam a prevenção de novos incidentes, demonstram o esforço para preservar esse importante remanescente da Mata Atlântica, que ocupa uma área de 181 hectares, equivalente a mais de 200 campos de futebol. A área, considerada de utilidade pública desde 1957, representa um tesouro verde que precisa de atenção contínua e comprometimento de todos os órgãos envolvidos para garantir sua preservação a longo prazo.

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