Alta na taxa de ocupação dos leitos de UTI, novas cepas, números alarmantes, mostram a realidade da doença na cidade
A taxa de ocupação de UTIs em Ribeirão Preto, segundo dados do portal Leitos Covid, é de 86,33%. Apesar da queda recente nos números de internações, o índice de contaminação permanece alto, um recorde que ainda não traz alívio para a cidade.
Pico de Internações e Queda Recente
No dia 19, Ribeirão Preto atingiu o pico de 293 pacientes internados em UTIs. A taxa de 290 ou mais internados, que deixou a maioria dos hospitais acima de 100% da capacidade, começou em 10 de abril e durou mais de uma semana. Atualmente, são 259 pacientes internados, refletindo uma queda em relação aos 281 de ontem. A oferta de leitos, que era de 314 até a semana passada, diminuiu para 300, uma redução de 14 leitos. Mesmo com a queda, a situação é considerada pior do que no ano passado. O pior momento da primeira onda foi em 4 de atrássto, com 192 pacientes internados em UTIs, número significativamente menor que o atual.
Alertas e Análises dos Especialistas
Infectologistas e pesquisadores da USP alertam para a gravidade da situação, mesmo com a queda nos números. Domingo Salvis, pesquisador da USP, destaca que o vírus continua circulando amplamente e questiona a eficácia das medidas tomadas até o momento. A ocupação dos polos Covid também mostra queda, com a UBS Central em 66% e a UPA da 13 de maio em 36% de ocupação. Rodrigo Estable, da Fiocruz, explica que a queda na ocupação de UTIs é mais lenta atrásra do que no pico da pandemia do ano passado, devido a novas variantes e ao relaxamento das medidas de restrição. Ele aponta um aumento significativo no número de infectados, três vezes maior que na primeira onda. O médico infectologista Ulisses Estrogoff critica a falta de estratégia desde o início da pandemia, afirmando que a situação atual poderia ter sido evitada.
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Apesar da queda nos números de internações, a situação permanece alarmante e preocupante. A falta de controle efetivo do vírus e o relaxamento das medidas de prevenção contribuem para a gravidade da situação. Embora São Paulo esteja em fase de transição, isso não significa que o controle da pandemia esteja completamente estabelecido.



