Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na sede do partido em Ribeirão Preto e em uma gráfica em Jaboticabal
A menos de dez dias das eleições municipais em Ribeirão Preto e região, uma operação da Polícia Federal trouxe à tona um imbróglio político. Uma gráfica em Jabotcabal e o comitê do Partido Patriota em Ribeirão Preto (bairro Planalto Verde) foram alvos de busca e apreensão.
Material de Campanha Irregular
A operação visava apreender materiais de campanha supostamente produzidos por apoiadores do candidato Fernando Chiarelli. Esses materiais, descritos como um jornalzinho, continham acusações contra outro candidato à prefeitura e recortes de jornais como Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo, além de revistas nacionais. A ação contou com o apoio das polícias Civil e Militar.
Segredo de Justiça e Ausência de Comentários
A Zona Eleitoral 305, onde atua o juiz eleitoral Silvio Ribeiro de Souza Neto, informou que não pode comentar o caso, uma vez que a operação da Polícia Federal corre em segredo de justiça. Até o momento, a Polícia Federal também não se pronunciou oficialmente sobre a operação.
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Reação do Candidato
Em entrevista, Fernando Chiarelli afirmou desconhecer a existência dos materiais. Apesar disso, considerou a ação um ato de censura, declarando: “Eu nem sei do material. Deve ter sido algum colaborador, os chiarelistas estão pra todo lado. Eu não estava sabendo. De qualquer forma, sendo censura é um ataque ao Estado Democrático de Direito. Eu nem sei se tem advogado, compreendo que o jornal não é de minha autoria. Se não me incomoda em nada, com certeza eles tomam providência.”
O episódio levanta questionamentos sobre a transparência da campanha e a utilização de materiais possivelmente irregulares. A investigação em curso deverá esclarecer os fatos e suas implicações nas eleições.



