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Materiais hospitalares são encontrados em terreno da Zona Norte

Vigilância Sanitária tenta identificar o autor do descarte pelo número do lote dos medicamentos
Materiais hospitalares
Vigilância Sanitária tenta identificar o autor do descarte pelo número do lote dos medicamentos

Vigilância Sanitária tenta identificar o autor do descarte pelo número do lote dos medicamentos

Um pedreiro encontrou materiais hospitalares descartados irregularmente na zona norte de Ribeirão Preto. César do Santos, ao passar de bicicleta pela Rua Padre Bento Dias Pacheco, testemunhou o momento em que um veículo parou e um indivíduo despejou sacos de lixo em um terreno.

A Descoberta Inusitada

Intrigado com a cena, especialmente por se tratar de um veículo de transporte de pacientes, César decidiu verificar o conteúdo dos sacos. Para sua surpresa, encontrou seringas, agulhas, máscaras de inalação e sondas, todas ainda embaladas. “Eu estava passando aqui de bicicleta com meu filhado, Davi. Eu vi a van, a van parou rapidinho, despejou o saco e jogou no chão”, relatou.

Risco à Saúde Pública

A preocupação de César aumentou ao perceber o potencial perigo que o descarte inadequado representava. “Eu fui ver o que era, era coisa de médico. Acho que como abriu tudo, umas coisas de saúde está jogado fora. Uma criança pega, machuca, o coisa tem que tomar providência sobre isso aqui”, alertou o pedreiro, enfatizando o risco de acidentes e contaminação.

Produtos Dentro do Prazo de Validade

Um detalhe que chamou a atenção foi o fato de que todos os produtos encontrados estavam dentro do prazo de validade. “Não está vencido, está no prazo. As coisas dão saúde do nosso bolso, nós suamos para ter as coisas e está jogado no meio do mato, as coisas que é cara, o povo precisa”, lamentou César, que acionou a Polícia Militar.

A prefeitura de Ribeirão Preto, em nota, negou que os produtos pertençam à rede municipal de saúde e informou que a Vigilância Sanitária investigará a origem dos materiais através dos números de lote impressos nas embalagens.

O caso levanta questionamentos sobre a responsabilidade no descarte de materiais hospitalares e a necessidade de fiscalização para evitar riscos à população.

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