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Mato alto gera reclamações em Ribeirão Preto

Somado à chuva, condição fica propícia para a proliferação do mosquito Aedes Aegypti
Mato alto
Somado à chuva, condição fica propícia para a proliferação do mosquito Aedes Aegypti

Somado à chuva, condição fica propícia para a proliferação do mosquito Aedes Aegypti

A cena se repete em diversos pontos da cidade: mato alto, lixo acumulado e a sensação de abandono. Moradores de diferentes bairros de Ribeirão Preto relatam dificuldades e riscos causados pela falta de manutenção em áreas públicas e terrenos particulares.

O Problema do Mato Alto e os Escorpiões

No bairro da Lagoinha, o mato alto em uma praça tem causado transtornos para os moradores. Pedro Borrelli relata o aparecimento de escorpiões em seu prédio, com foco na praça em frente, onde o mato impede atividades ao ar livre. “A praça está com mato gigantesco, tem coisa para brincar com criança, mas o mato é muito fechado, muita sujeira, tem aquelas academias de ar livre também, mas está muito largado lá e a gente está tendo muito problema com escorpião em casa”, desabafa Borrelli.

Lixo e Dengue no Jardim Paiva

A situação no Jardim Paiva não é diferente. Sebastião Ciqueira denuncia um terreno cheio de lixo no quarteirão de sua casa. Apesar das reclamações à prefeitura, vereadores e agentes de controle de vetores, o problema persiste. “O fundo na minha casa tem um imóvel que eles começaram a construir, pararam, o fundo na minha casa é o quintal dele, que é aberto para a rua, porque é uma avenida e o fundo na minha casa é a rua de porta. E está cheio de pessoas fazendo metúlio, está com mato alto, tem uma casa de cachorro lá no dago, porque é casa de cachorro, é de plástico”, conta Ciqueira, preocupado com o risco de dengue e outros problemas.

Perigo no Trânsito na Adelmo Perdiza

Na Adelmo Perdiza, o mato alto em um canteiro central representa um perigo para os motoristas. Maria Lúcia, administradora, alerta para o risco de acidentes no cruzamento com a Cara Muru, uma área de grande movimentação de veículos. “É muito perigoso, porque é bem no momento que a pista se transforma em dupla, aí você quer ultrapassar, se você vem numa velocidade maior e você dá de cara com o mato, porque a curva é fechada, você acaba jogando o carro para cima de quem vem à direita”, explica Maria Lúcia.

A combinação de água parada, mato alto e lixo oferece o ambiente ideal para a proliferação do mosquito da dengue, um problema de saúde pública que afeta a vida de muitas pessoas.

Ações da Prefeitura

Marcelo Reis, da Coordenadoria de Limpeza Urbana de Ribeirão Preto, afirma que os trabalhos de limpeza estão sendo realizados em toda a cidade. Segundo ele, são oito frentes de trabalho, mas as chuvas têm dificultado o serviço. “Algumas áreas são rosadas e não vence 30 dias, nós temos que entrar novamente para fazer a rosada. Mas nós entramos com um cronograma muito amplo na cidade e a fizemos quase toda a região norte, rosada de área pública, que são os grandes terrenos da prefeitura. Nós estamos com oito equipes fazendo o serviço em praças na cidade, demos uma diminuída atrásra nessa semana por conta também das fortes chuvas que ocorreram, mas são oito equipes e nós temos cerca de 270 praças a serem rosadas e também temos a equipe que faz a rosada dos canteiros de avenida”, detalha Reis.

A prefeitura informou que a Adelmo Perdiza receberá serviços de roçada na próxima semana e que as demais áreas públicas também serão atendidas. O terreno particular no Jardim Paiva será vistoriado e o proprietário poderá ser autuado.

Apesar dos esforços da prefeitura, a situação demonstra a necessidade de um trabalho contínuo e eficiente para garantir a limpeza e a segurança da cidade.

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