Ambientalista afirma que flagrou um posto descartando seus resíduos no afluente; Prefeitura vai mandar uma equipe
Moradores da zona sul de Ribeirão Preto denunciam o possível derramamento de esgoto no córrego que corta o Jardim Botânico. Segundo relatos, a água apresenta coloração escura, odor forte e formação de espuma em diversos pontos; estruturas de concreto ao longo do curso d’água também passaram a ser usadas como abrigo por pessoas em situação de rua.
O que relatam os moradores
A reclamação focaliza a região da Avenida Carlos Eduardo de Gáspari com Sônia, trecho que atravessa o Jardim Botânico — área que se desenvolveu a partir dos anos 2000 e que abriga um amplo canteiro central com mata de preservação e lagoas. Vizinhos e frequentadores afirmam que, ao longo da extensão entre o Anel Viário Sul e a avenida Maurílio Biagi, há trechos em que a água exala mau cheiro, está escura e tem espuma.
Possíveis causas e evidências
Os moradores suspeitam que o poluente venha das galerias pluviais, isto é, das redes destinadas à água de chuva, que podem abrigar ligações clandestinas de esgoto ou receber despejos indevidos de estabelecimentos. O ambientalista Manuel Tavares, que já fez denúncia sobre o local, contou à reportagem que presenciou, anos atrás, um posto de gasolina na margem do córrego lavar veículos e deixar espuma escorrer direto para a água. Para Tavares, casos como esse e conexões clandestinas explicam por que muitos córregos da cidade chegam a transportar, em períodos de chuva, água com alto teor de poluição.
Vozes técnicas e providências
O repórter Samuel Santos esteve no local e confirmou as queixas dos moradores. Especialistas ouvidos ressaltam que a existência de estações de tratamento não garante a proteção dos cursos d’água se não houver fiscalização eficaz para identificar e punir os responsáveis por ligações irregulares e despejos.
Em nota, a Prefeitura de Ribeirão Preto informou que realizará análises no local para apurar a possível contaminação do córrego e adotar as medidas necessárias.
As investigações aguardam a conclusão das vistorias e eventuais laudos que indiquem a origem e a extensão da poluição.



