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Mau hálito infantil está relacionado à respiração bucal

Estudo da USP avaliou 55 crianças de 13 e 14 anos com respiração bucal e nasal
Mau hálito infantil
Estudo da USP avaliou 55 crianças de 13 e 14 anos com respiração bucal e nasal

Estudo da USP avaliou 55 crianças de 13 e 14 anos com respiração bucal e nasal

Um estudo recente revelou uma ligação preocupante entre a respiração bucal e o mau hálito em crianças. A pesquisa, que avaliou 55 crianças entre 13 e 14 anos, demonstrou que uma parcela significativa das que respiram pela boca sofrem de halitose.

A Relação entre Respiração Bucal e Mau Hálito

O estudo dividiu os participantes em dois grupos: um com crianças que respiravam pelo nariz e outro com crianças que respiravam pela boca. Os resultados indicaram que 40% das crianças avaliadas respiravam pela boca, e impressionantes 63% desse grupo apresentavam forte odor de halitose. Esses dados apontam para uma clara relação entre a respiração bucal e o desenvolvimento do mau hálito.

O Papel do Desenvolvimento Dentário

Jean-Charles-Anole Trentin, cirurgião dentista e pesquisador responsável pelo estudo, explicou que a associação entre os dois problemas começou a ser notada durante as consultas. Uma das causas potenciais pode estar relacionada ao tamanho dos dentes durante o período de troca da dentição. Segundo Trentin, é comum que crianças em fase de troca de dentes apresentem dentes permanentes maiores do que o espaço disponível em sua face, o que pode levar à respiração bucal. Essa respiração, especialmente durante a noite, pode causar secura na boca e, consequentemente, o aumento de bactérias responsáveis pelo mau hálito.

Como Identificar e Tratar o Problema

Trentin orienta que pais e responsáveis fiquem atentos a qualquer anormalidade na respiração de seus filhos. Se a criança apresentar sintomas de respiração bucal, como boca seca e mau hálito persistente, é importante buscar a avaliação de um otorrinolaringologista ou dentista. Embora a respiração bucal possa ser normal durante a fase de troca de dentição, o acompanhamento profissional é fundamental para garantir que o desenvolvimento dentário ocorra de forma adequada e evitar problemas como a halitose.

A identificação precoce e o tratamento adequado podem ajudar a prevenir o mau hálito e promover uma melhor qualidade de vida para as crianças.

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