Agentes estiveram no apartamento da irmã do vereador, no Centro de Ribeirão Preto
Agentes da Polícia Federal realizaram uma operação de busca em um apartamento no centro de Ribeirão Preto na manhã de hoje. A ação, que durou cerca de três horas, foi motivada por uma denúncia anônima, segundo informações do promotor Leonardo Romanelli, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público.
Detalhes da Operação
A viatura da Polícia Federal chegou ao prédio por volta das 9h da manhã, e os agentes deixaram o local próximo ao meio-dia. O promotor Romanelli enfatizou que a busca teve como objetivo verificar a veracidade da denúncia recebida, ressaltando que ninguém no local é investigado ou suspeito de envolvimento em atividades ilícitas. A investigação está relacionada a uma pessoa cujos nomes estão sendo preservados.
Resultado da Busca
Após a conclusão da operação, o promotor Leonardo Romanelli informou que nada de irregular foi encontrado no apartamento. “Nada foi apreendido, nada de irregular foi encontrado”, declarou Romanelli, agradecendo o interesse da empresa e da sociedade no caso. Ele também esclareceu que nada de ilícito ou suspeito foi localizado durante a busca.
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Contexto Político
A assessoria de imprensa do vereador Maurílio Romano, afastado desde o início da Operação Cervandija, confirmou que a família estava ciente do mandado de busca no imóvel. Maurílio foi citado em uma gravação no início das investigações entre a prefeita Darci Vera e o ex-superintendente do Daerp, Marco Antônio dos Santos, considerado o principal articulador do esquema de corrupção investigado na prefeitura e na Câmara Municipal. Na época, a prefeita Darci Vera teria ameaçado demitir pessoas indicadas por Maurílio devido a um suposto descumprimento de acordos nas votações no legislativo. O vereador já compareceu à Polícia Federal e negou qualquer envolvimento no escândalo.
Além de Maurílio Romano, outros vereadores também são investigados na Operação Cervandija. São eles: Walter Gomes, Samuel Zanferdini, Evaldo Mendonça da Silva (Giló), Capela Novas, Genival Gomes, Cícero Gomes, José Carlos de Oliveira (Bebê) e Saulo Rodrigues da Silva (Pastor Saulo). Os nove vereadores investigados estão com os mandatos suspensos e proibidos de frequentar prédios públicos, mas, até o momento, podem disputar as eleições.
A ação da Polícia Federal levanta questões sobre o andamento das investigações e o impacto no cenário político local. O caso segue sob investigação, e novas informações deverão ser divulgadas à medida que as apurações avançarem.



