Médias de internações e de mortes também dispararam; ouça a coluna ‘De Olho na Política’ com Marcelo Fontes
Ribeirão Preto enfrenta avanço perigoso do coronavírus, com números de internações superiores a 280 pacientes. A cidade, assim como o estado de São Paulo, está em fase emergencial, com restrições mais severas que a fase vermelha.
Análise do Período de Restrições
Comparando os números da região de Ribeirão Preto em 26 de fevereiro (início da fase vermelha) com os dados atuais (6 de abril), observa-se um aumento significativo: a média móvel de novas internações saltou de 138,4 para 495,8; a de novos casos, de 54,5 para 94,6; e a de mortes, de 5,8 para 20,8 a cada 100 mil habitantes. Embora tenha havido aumento no número de leitos de UTI (de 19,6 para 27,5 a cada 100 mil habitantes), a ocupação de UTI subiu de 77,2% para 92,2%.
Impacto das Medidas e Opinião de Especialistas
O professor Domingos Alves, do Laboratório de Inteligência em Saúde da USP Ribeirão Preto, aponta que o abre e fecha de restrições, incluindo lockdowns curtos, não tem sido eficaz. Ele defende um lockdown mais extenso (pelo menos 15 dias) e generalizado para obter resultados significativos na redução da contaminação e internações. A população, contudo, demonstra cansaço após mais de um ano de medidas restritivas.
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Cenário Atual e Expectativas Futuras
A prefeitura de Ribeirão Preto contabiliza mais de 600 pessoas internadas com Covid-19 (enfermaria e UTI), evidenciando a gravidade da situação. A fase emergencial vigora até 11 de abril, e a expectativa é que as medidas restritivas sejam mantidas ou pouco alteradas, dada a gravidade dos números. Abril deve ser um mês crítico, considerando o longo período de internação dos pacientes. A necessidade de seguir os protocolos sanitários, evitar aglomerações e o trabalho remoto, quando possível, são cruciais para conter o avanço da doença.