Doutora Maria Auxiliadora Martins afirma que essas drogas podem causar vários efeitos danosos aos órgãos
Os perigos do uso de medicamentos sem prescrição médica são enormes e amplamente conhecidos. Utilizar remédios sem comprovação científica é ainda mais arriscado, pois a eficácia nesses casos não é comprovada para determinadas doenças.
Riscos do tratamento sem prescrição
Tomar medicamentos sem orientação médica representa um risco significativo à saúde. A ausência de estudos científicos que comprovem a eficácia de um medicamento para determinada doença aumenta consideravelmente os perigos. O uso de remédios sem comprovação científica pode agravar problemas de saúde preexistentes e causar novos, mais graves.
Impactos da Covid-19
No contexto da Covid-19, o uso de medicamentos sem comprovação científica pode piorar o quadro clínico de pacientes infectados pelo novo coronavírus. Eventos adversos, desde leves (náuseas, vômitos) até graves (arritmias cardíacas, lesão hepática, necessitando até transplante), foram relatados. A falta de eficácia clínica comprovada em estudos científicos torna o uso desses medicamentos ainda mais preocupante.
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Acesso facilitado e regulamentação
A médica intensivista critica o fácil acesso a esses medicamentos em farmácias, defendendo uma regulamentação mais rígida. Isso garantiria que aqueles que realmente necessitam dos medicamentos não sofram com a falta deles no mercado, além de evitar o uso indevido de remédios sem comprovação científica. A falta de controle contribui para a escassez de medicamentos essenciais para pacientes que os utilizam cronicamente, como a cloroquina.
A utilização de qualquer medicamento sem prescrição médica é um risco grave à saúde. O uso de remédios sem comprovação científica aumenta ainda mais esse perigo. A vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenção contra a Covid-19, juntamente com o uso de máscara, higienização das mãos e distanciamento social. O aumento significativo nas vendas de medicamentos como a hidroxicloroquina (173%) e a ivermectina (700%) demonstra a necessidade de maior conscientização sobre a importância da prescrição médica e da comprovação científica da eficácia dos medicamentos.



