Mês é dedicado à conscientização e combate ao câncer de mama; confira a entrevista com Cristiane Mendes
Neste 1º de outubro, aniversário de 29 anos da CBN e de 41 anos da IPTV Ribeirão, a programação especial incluiu uma entrevista com a oncologista Cristiane Mendes, do Grupo Oncoclínicas, para discutir a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama durante o Outubro Rosa.
Menos Mamografias em 2023: O Impacto da Pandemia
Dados da SUS em Ribeirão Preto apontam uma queda significativa no número de mamografias realizadas em 2023, comparado ao ano anterior (4.765 contra 14.064). A Dra. Cristiane atribui essa redução ao impacto da pandemia de Covid-19, que levou muitas mulheres a adiarem consultas e exames médicos por medo de contágio ou por sobrecarga nos sistemas de saúde. Esse atraso no diagnóstico pode resultar em tratamentos mais intensos e diminuir as chances de cura.
Fatores de Risco e Diagnóstico Precoce
A oncologista destaca a importância do autoexame e do conhecimento do próprio corpo. Ela explica que o câncer de mama pode apresentar sintomas como nódulos fixos e indoloridos, vermelhidão na pele, retração mamária (aspecto de casca de laranja), alterações no formato do mamilo e secreções mamárias fora do período de amamentação. A Dra. Cristiane enfatiza que mais de 80% dos diagnósticos são feitos pela própria mulher ao perceber alguma alteração. Além disso, fatores genéticos, estilo de vida (sedentarismo, obesidade, consumo de álcool), reposição hormonal prolongada e histórico familiar também aumentam o risco.
Desafios e Soluções
A Dra. Cristiane aponta a falta de acesso à informação e aos exames como desafios para o diagnóstico precoce, especialmente em regiões mais remotas e entre a população idosa. A cobertura de mamografia no Brasil ainda precisa ser ampliada para garantir um rastreio mais eficiente. Apesar dos impactos negativos da pandemia, a oncologista destaca os avanços na oncologia, com tratamentos cada vez mais individualizados e menos invasivos. A mensagem final é a importância da prevenção, do autocuidado e da busca por ajuda médica diante de qualquer alteração suspeita. Não se trata de pânico, mas de atenção e acompanhamento profissional.


