Estudo da USP Ribeirão em camundongos apontou resultados satisfatórios para combate às sepses; conheça o levantamento
Um estudo realizado por pesquisadores da USP de Ribeirão Preto indica que a utilização de um medicamento já existente no mercado pode prevenir casos graves de sepse causada pelo novo coronavírus. A pesquisa, ainda em andamento, utilizou camundongos infectados com a Covid-19, tratando as infecções com um remédio comercialmente usado para tratar dependência alcoólica.
O Mecanismo de Ação
O estudo focou na sepse, uma resposta inflamatória sistêmica a uma infecção (bacteriana, fúngica ou viral). Pesquisadores descobriram que, em casos de sepse causada por bactérias ou pelo vírus da Covid-19, os leucócitos liberam NETs (armadilhas extracelulares de neutrófilos), que causam lesões pulmonares e em outros órgãos. Ao inibir a produção de NETs, a pesquisa demonstrou redução significativa de lesões e aumento da sobrevida em camundongos.
Resultados Promissores e Próximos Passos
O medicamento utilizado, o disulfiram, inibe a formação de uma proteína (gás dermina) essencial para a produção de NETs. Testes em camundongos infectados com bactérias ou com o vírus SARS-CoV-2 mostraram resultados positivos, com aumento significativo na taxa de sobrevivência ao se bloquear a formação de NETs. A próxima etapa da pesquisa envolve estudos clínicos em pacientes com sepse bacteriana e Covid-19 para confirmar os resultados obtidos em modelos animais e determinar a dosagem e o período ideal de tratamento.
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Embora os resultados sejam promissores, a pesquisa ressalta a importância da vacinação e das medidas preventivas, como o uso de máscaras e o distanciamento social, para evitar a infecção e a necessidade de tratamentos como este. A droga, atualmente disponível apenas para tratamento de dependência alcoólica em ambiente hospitalar, necessita de mais estudos para aprovação em larga escala para este novo fim.



