Remédios sem estoque são os ‘imunossupressores’, utilizados para evitar a rejeição de transplantes; Ministério da Saúde nega
Pacientes transplantados enfrentam dificuldades em Ribeirão Preto devido à falta de medicamentos de alto custo, especificamente imunossupressores, na farmácia do HC. Essa situação crítica coloca em risco a saúde e a vida desses pacientes, que dependem desses remédios para evitar a rejeição dos órgãos transplantados.
A Angústia dos Pacientes
Roxana Cason, transplantada há dez anos, compartilha sua apreensão diante da escassez do sirolimo, medicamento vital para a manutenção de seu rim transplantado. Após conseguir sua última caixa com a ajuda de amigos, Roxana teme as consequências da falta contínua do remédio, tanto para si quanto para outros pacientes transplantados. Ela ressalta que manter um paciente transplantado é mais econômico para o governo do que mantê-lo em diálise, e que a falta do medicamento pode levar à perda do órgão ou à morte.
A Busca por Alternativas
Edivan Matos, outro paciente transplantado, enfrenta o mesmo problema com a falta do everolimo. Para garantir o acesso ao medicamento, ele tem sido forçado a viajar até São Paulo em busca de doações, enfrentando burocracias e a necessidade de comparecer pessoalmente para receber a medicação. Essa situação demonstra a fragilidade do sistema de distribuição e o impacto direto na vida dos pacientes.
Leia também
Responsabilidades e Soluções
A Secretaria Estadual da Saúde atribui a falta dos medicamentos a atrasos na entrega por parte do governo federal, responsável pelo fornecimento. Em contrapartida, o Ministério da Saúde nega o atraso e alega que a distribuição é feita trimestralmente, cabendo às prefeituras o armazenamento e controle da distribuição e dos estoques. Diante da divergência de informações, a urgência em encontrar uma solução para garantir o acesso contínuo aos medicamentos é primordial para a segurança e o bem-estar dos pacientes transplantados em Ribeirão Preto.
A garantia do acesso a esses medicamentos é crucial para a manutenção da saúde e da qualidade de vida dos pacientes transplantados, evitando complicações graves e garantindo a sobrevida dos órgãos transplantados.



