Valdes Bollela fez parte da junta de especialistas que vistoriou as instituições; Prefeitura quer a retomada integral na quarta
A Secretaria de Educação de Ribeirão Preto protocolou na Justiça do Trabalho um pedido para liberar o retorno 100% presencial dos alunos da rede municipal a partir de 10 de novembro. A decisão depende da análise do pedido pelos sindicatos dos servidores, que consideram um laudo de infectologistas como base para a decisão.
Retorno Presencial e Condições das Escolas
O laudo atesta a segurança do retorno presencial para alunos com mais de três anos, professores e funcionários. Para crianças menores de três anos, a volta 100% presencial está prevista para 2024. A análise considerou a infraestrutura das escolas, que, segundo o Dr. Valdez Bolela, da Fundação de Apoio e Ensino Pesquisa e Assistência à Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, apresenta boas condições na maioria dos casos. O laudo recomenda a manutenção de protocolos de segurança, como o uso de máscaras e reforço da limpeza.
Protocolos de Segurança e Distanciamento
O Dr. Bolela destaca a importância da manutenção de medidas de proteção, mesmo com a melhora do cenário epidemiológico. O distanciamento recomendado é de um metro sem máscara e pode ser menor com o uso de máscaras. A maioria das escolas garante o distanciamento de um metro, mas a atenção deve ser redobrada em momentos como refeições e recreio. O infectologista reforça que a escola não é um foco de risco, e que o retorno presencial é seguro, semelhante ao que ocorre em escolas privadas e outros setores que retomaram as atividades presenciais.
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Perspectivas Futuras e Crianças Menores de 3 Anos
O Dr. Bolela afirma que o retorno às aulas presenciais é essencial para o desenvolvimento das crianças e o suporte às famílias. Ele ressalta a importância da educação e do acesso à alimentação e cuidados que as escolas oferecem. Quanto ao retorno de crianças menores de três anos, o infectologista explica que a impossibilidade do uso de máscaras e a maior vulnerabilidade a infecções justificam a recomendação de retorno apenas em 2024, caso as condições epidemiológicas melhorem significativamente até então. A decisão final sobre o retorno 100% presencial depende da reunião entre a Secretaria de Educação e os sindicatos.



