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Médico alerta que, apesar da queda, Ribeirão tem números piores da pandemia em relação ao ano passado

Infectologista Ulysses Strogoff reforça a necessidade das medidas de prevenção e alerta sobre os riscos da variante Delta
casos de covid Ribeirão Preto
Infectologista Ulysses Strogoff reforça a necessidade das medidas de prevenção e alerta sobre os riscos da variante Delta

Infectologista Ulysses Strogoff reforça a necessidade das medidas de prevenção e alerta sobre os riscos da variante Delta

Em entrevista à CBN, o médico infectologista Ulisses Strogoff analisou a situação da pandemia de COVID-19 no Brasil, com foco na vacinação e seus impactos.

Vacinação e seus efeitos

Apesar da diminuição de casos e da taxa de ocupação de leitos em hospitais, Strogoff alerta que a situação ainda é preocupante. O número de internações por COVID-19 é maior que no mesmo período do ano passado, indicando que a redução de casos não significa controle da pandemia. Embora a vacinação tenha impacto na redução de mortes, principalmente entre idosos, o aumento de casos entre jovens e a circulação da variante Delta exigem cautela. A vacinação, embora eficaz na redução de casos graves e mortes, não garante o controle total da pandemia.

A importância da segunda dose e os desafios da imunização

O infectologista destaca a importância da segunda dose da vacina para a imunização completa. Com apenas uma dose, a proteção é parcial e a eficácia de vacinas como a AstraZeneca cai significativamente contra a variante Delta. Ele explica que a segunda dose é fundamental para o sistema imunológico gerar uma defesa definitiva. A baixa taxa de imunização completa no Brasil (14,5% com esquema vacinal completo) também é um fator de preocupação, e a população não deve relaxar os protocolos de segurança, mesmo após a primeira dose.

Perspectivas futuras e recomendações

Sobre a possibilidade de vacinação anual contra a COVID-19, Strogoff afirma que ainda não há definição científica. A decisão de aplicar uma terceira dose a partir de janeiro de 2022 em São Paulo, por exemplo, carece de estudos que comprovem a necessidade. Ele defende a priorização da vacinação em grupos de risco, incluindo adolescentes a partir dos 12 anos, e sugere um redirecionamento estratégico das vacinas disponíveis para otimizar a eficácia, considerando a diferença de resposta imunológica em diferentes faixas etárias. Quanto ao relaxamento das medidas de segurança observadas em países europeus, Strogoff considera que ainda é precoce, principalmente diante da alta transmissibilidade da variante Delta. Embora a vacinação reduza a mortalidade, o risco de novos surtos permanece, e medidas como o uso de máscaras em ambientes fechados devem ser mantidas até o controle efetivo da pandemia.

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